quarta-feira, 26 de maio de 2010

CONCURSO CULTURAL QUE ROUPA VESTIREI

Quer participar do CONCURSO CULTURAL QUE ROUPA VESTIREI ?
É muito simples !
Responda a pergunta :
Por que vale a pena investir em Cursos e Estudos de Moda ?
As  2(duas)melhores respostas, dos seguidores do blog queroupavestirei.blogspot.com , ganharão inscrição gratuita, para o Curso de Moda, que acontecerá na Saraiva Iguatemi, nos dias 28, 29 e 30 de maio.
Boa Sorte !

segunda-feira, 17 de maio de 2010

MODA - Tendências, Criatividade, Técnicas de Vendas e Atendimento


clique em cima da imagem para visualizar em tamanho maior
outras informações:liladourado@gmail.com
  ATENÇÃO !
No final do Curso haverá sorteio de livros, algumas peças do vestuário e encerraremos com Coquetel e JAZZ !
Por isso...corram ! As inscrições já começaram e as vagas são limitadas !









domingo, 16 de maio de 2010

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Na Companhia das Letras

 A Vida...Divina Comédia humana, nos faz acreditar : nas Fábulas...que a Guerra é um mal necessário...que a Paz só depende nós...que como Anita( sem Garibaldi) nós mulheres temos que matar um leão por dia para conquistar um lugar ao sol...que a História da Vida Privada é a história da necessidade...que numa Fúria Santa temos que ser vencedoras! Nessa viagem com Tolstoi, Dante, La Fontaine, Victor Hugo, Cacilda Becker, Dostoiévski, Proust , Malba Tahan e tantas outras Companhias das Letras...só com uma bela taça de cristal e o bom Brunello di Montalcino ...para saborearmos a Vida com mais prazer ! 

Moacyr Scliar...Uma Parka Literária !


com Moacyr Scliar meu mestre ...viajante na literatura,artes plásticas,política,na melancolia européia...desdobrando as histórias com o carinho de quem sabe costurar as emoções literárias e nos presentear com panorama cultural de qualidade e...sempre com carinho e um sorriso que colho...acolho no coração.

Hemingway e suas Vestes !

Ernest Miller Hemingway (Oak Park, 21 de Julho 1899 — Ketchum, 2 de Julho 1961)

Hemingway fascinou-me desde a adolescência até hoje. Escrevia como um Jornalista(sua formação)num estilo direto e real.Levava para os livros as emoções cotidianas . Seu livro" Paris é uma Festa" me encantou ao relatar os anos vividos na cidade da luz...sua convivência com escritores da "geração perdida" nos loucos anos de 1920...acendeu minha paixão pela bela cidade!
Em uma das minhas viagens a Cuba...visitei os lugares onde viveu e buscou inspiração para seus romances, como em Finca Vigia em Havana, cenário do romance O Velho e o Mar. Na casa em que o escritor morou, ao percorrer os cômodos senti-me próxima da vida do mesmo...a máquina de escrever ainda sobre a mesa, com a qual escreveu os dois clássicos "Por quem os Sinos Dobram" e "O Velho e o Mar". A Sala, os quartos, os livros( mais de 9 mil..manuscritos,troféus), cozinha...quase tudo como na época em que recebia convidados como: Ava Gardner, Gary Cooper, Esther Willians e Ingrid Bergman.O lendário barco Pilar que inspirou "O Velho e o Mar". Emoção...
Mergulhando ainda na história de Hemingway ...segui saborendo seus prazeres no La Floridita,restaurante maravilhoso ,onde jantei algumas vezes e onde bebi daiquiri...uma delícia , só não pedi seu prato predileto, por ser alérgica a camarão. Mas...o Bodeguita del Médio é descontraidamente o lugar para conversarmos...respirando descontração e prazer, nele bebi Mojito (delícia que aprendi a fazer)e comi "moros e cristianos"e enquanto conversamos...lembramos que ali estiveram e beberam com prazer Hemingway, Brigitte Bardot e Gabriel G.Lorca. Hoje...ao receber essa foto do amigo Maurício Cals, com quem por afinidades construo momentos bons ...revivi um pouco da nostagia cubana...um pouco desse escritor que amo!

terça-feira, 11 de maio de 2010

Ella Fitzgerald e Louis Armstrong Vestem Minha Noite com Summertime


A noite abre as asas ...o vento entra pelas Janelas do quarto, provocando a desordem ao circular sobre os papéis.

Levanto... e observo a natureza pincelando o céu com novos tons, o que antes era azul ,agora torna-se pink . A cidade adormece aos poucos e como tochas acessas, as lâmpadas iluminam a escuridão.

Enquanto isso, Ella Fitzgerald e Louis Armstrong acariciam minha alma, com Summertime e eu sigo debulhando palavras!

Alice no Maravilhoso Mundo da Moda


Muito antes da estreia do filme “Alice no País das Maravilhas”, versão do diretor Tim Burton, prevista para o dia 23 de abril, o mundo da moda viveu um boom de produtos inspirados na personagem original de Lewis Carroll. Entre os itens lançados estão peças de vestuário, acessórios e maquiagem que levam o nome de Alice e sua turma psicodélica

A H. Stern lançou cinco anéis inspirados no longa.

A H. Stern lançou cinco anéis inspirados no longa. Este é o Mushroom Forest, a floresta de cogumelos esmaltada e com brilhantes
Anel com as rosas falantes da H. Ster. Joia é inspirada no filme de Tim Burton
Anel H.Stern inspirado no monstro Jaguadarte de Alice no País das Maravilhas, por Tim Burton

O gato sorridente em anel de proporções gigantescas é aposta da H.Stern. A peça custa mais de 40 mil reais
O pássaro do Jardim de Topiárias é um anel H.Stern com 10 cm de altura. A peça é inspirada em Alice no País das Maravilhas, de Tim Burton
A Ellus lançou camiseta feminina mescla inspirada em Alice
A Vishi Maria T-Shirts lança regata nadador moderninha, batizada de Alice
A Renner também lançou t-shirt inspirada na sonhadora Alice, toda estampada. Preço R$ 49,90
Óculos escuros Versace Eyewear com estampa inspirada no longa dirigido por Tim Burtom. Preço R$ 750,00
Bolsa Le Sac Brodé com estampa inspirada no Coelho Branco de Alice no País das Maravilhas. Preço médio R$ 880,00
A história de Alice inspirou a designer Sandra Fukelmann para desenvolver bolsas Le Sac Brodé. Preço médio R$ 880
A maquiagem em Alice no País das Maravilhasé incrível. Para fazer bonito igual, a BSide propõe make up inspirado no longa
A marca de roupas infantis Tchunga Marepunga lançou vestidinho semelhante ao de Alice

Tim Burton e Johnny Depp

20 anos de parceria...

Marco Tomazzoni
Alice no País das Maravilhas, mais do que o primeiro megasucesso de Tim Burton e Johnny Depp – o filme arrecadou até agora cerca de US$ 800 milhões ao redor do mundo –, marca também a comemoração dos 20 anos de parceria da dupla. Já são sete longas-metragens de uma relação que parece ficar cada vez mais forte, de identificação profunda de dois seres estranhos na indústria cinematográfica. As excentridades de um se encaixam com as do outro e isso resultou num patamar de qualidade que, além da excelência artística, encontra surpreendente respaldo junto ao público: juntos, os filmes acumulam quase US$ 2 bilhões de bilheteria.

 Depp e Tim Burton: sete filmes no currículo e quase US$ 2 bilhões de bilheteria
A história começou no final da década de 1980, quando Depp, ao deixar uma fracassada carreira de rockstar, resolveu seguir o conselho de Nicolas Cage e tentar a sorte em Hollywood. A primeira janela para a fama veio através da série Anjos da Lei (21 Jump Street), no papel de um policial que trabalhava disfarçado de adolescente em um colégio. Depp detestava o programa - chegou a acusá-lo de fascista - e, no cinema, só conseguiu papéis secundários em Platoon e A Hora do Pesadelo. A grande virada aconteceu com Cry Baby, do polêmico cineasta John Waters, e, principalmente, com Edward Mãos de Tesoura, ambos de 1990.
A conexão foi imediata. Depp encontrou Burton em um hotel de Los Angeles já completamente apaixonado pelo personagem, uma espécie de Pinóquio criado por um recluso cientista (Vincent Price, em um dos seus últimos trabalhos) que, apesar da aparência humana - pele muito branca e cabelos desgrenhados, como o diretor - tinha um único defeito: lâminas afiadas no lugar de mãos. "Aquele papel não era uma estratégia de carreira. Era a liberdade. Liberdade para criar, experimentar, aprender e exorcisar algo em mim", lembrou Depp anos depois. De fato, essa fábula sombria foi um divisor de águas na carreira do ator e é até hoje o maior êxito crítico de Burton, que vinha do blockbuster Batman.
A próxima investida da dupla foi Ed Wood (1994), uma homenagem àquele que é considerado por muitos o pior diretor de todos os tempos. Burton vinha de uma briga feia com Warner por causa de Batman - O Retorno e Depp, um astro depois de Gilbert Grape - Aprendiz de Sonhador e Don Juan de Marco, queria fugir da imagem de galã. O mergulho no universo dos filmes B, em uma belíssima fotografia em preto-e-branco, provou que os dois não precisavam da fantasia para conseguir emocionar plateias. Ou melhor, eles pelo menos tentaram: na melhor tradição Ed Wood, o filme foi um fracasso comercial retumbante, mesmo com a imprensa aplaudindo o longa-metragem. Mais tarde, o trabalho ganharia dois prêmios Oscar, de melhor maquiagem e melhor ator coadjuvante (Martin Landau).

Burton, Vincent Price e Depp em 1990, no set de Edward Mãos de Tesoura
Baseado no conto de Washington Irving, A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça surgiu cinco anos depois e, à época, foi o maior sucesso da carreira de Johnny Depp (US$ 200 milhões). Estrelado também por Christina Ricci, o filme abusava de uma direção de arte assustadora e litros de sangue para mostrar um fantasma colecionador de cabeças tocando o terror num vilarejo do século 18. O clima lúgubre e por vezes onírico da produção cristalizou o estilo de Burton, já famoso por essas histórias bizarras e soturnas. Isso ficou ainda mais evidente em Noiva Cadáver, primeira animação stop-motion dirigida por Burton – que antes havia produzido O Estranho Mundo de Jack e James e o Pêssego Gigante -, dublada por Depp.
Também em 2005, estreou a nova versão de A Fantástica Fábrica de Chocolate, do livro de Roald Dahl, e aí as cores escuras deram lugar à explosão de cores do mundo de Willy Wonka. A atuação bizarra de Depp no papel principal - inspirada, dizem por aí, em Michael Jackson - fez com que o personagem antes interpretado por Gene Wilder ganhasse dimensões completamente novas, inclusive uma estranhíssima fobia social. Crianças e adultos abarrotaram as salas de cinema, e a partir disso não é difícil saber por que a Disney apostou alto ao colocar Alice nas mãos de Burton.
O diretor voltou à farra de sangue e terror com Sweeney Todd: O barbeiro demoníaco da Rua Fleet, de 2007, uma adaptação do musical de Stephen Sondheim. Depp encabeça um elenco que não tinha experiência na música, mas que encara sem pudores a tarefa de cantar. A trama, uma mistura de assassinatos, vingança, paixão e tortas feitas de carne humana, conquistou o público e, de quebra, rendeu a terceira indicação ao Oscar a Johnny Depp.
Burton insiste que a participação do amigo sempre depende do papel e que a surpresa é a melhor parte da parceria. "Você quer ter certeza que as coisas continuam no mesmo nível, ou até melhores. É sempre empolgante ver o que ele acrescenta. E é divertido trabalhar com Johnny porque é como se sempre vai haver algo diferente e novo." Para Depp, tudo é bem mais claro - a confiança no diretor é irrestrita e absoluta, tanto que ele nem sabia que ia interpretar o Chapeleiro Maluco em Alice: aceitou entrar no filme totalmente no escuro. "Por mim, poderia ter sido até Alice", ele afirma. "Confiança é a chave de tudo. Sei com certeza que Tim confia em mim, o que é uma benção maravilhosa, mas isso não quer dizer que eu não fique sempre paralisado pelo medo de decepcioná-lo."
Veja abaixo a entrevista que a Reuters fez com Burton sobre o trabalho na adaptação de Lewis


"Confiança é a chave de tudo", Depp fala da relação entre ator e diretor
Você pode explicar sua visão sobre Alice no País das Maravilhas?
Tim Burton: Estamos tentando fazer um filme. Apenas pego versões e... porque é como gostar de material em quadrinhos, embora eu não sei se verei em algum momento um filme que realmente gostei baseado neles, porque sempre parece ser uma série de acontecimentos estranhos. Todo mundo é louco e é um tipo de garotinha passiva vagueando de episódio em episódio. Então, mesmo que os livros e as histórias sejam icônicos, nunca senti que houve um filme que realmente se fez um filme, traduzido da história para um filme. Então essa é a tentativa.
O que você tirou do material de Lewis Caroll?
É baseado em todo o material de Lewis Caroll, incluindo o "Poema Jabberwocky". Outros filmes de Alice sempre eram apenas uma garota vagueando passivamente com um monte de personagens estranhos. Tentamos tramar uma história que tenha emoção e faça sentido.
Você assistiu aos outros filmes de Alice?
Vi muitas das diferentes versões de Alice pelos anos. Eu sei que houve um filme musical pornô que eu lembro de ter assistido nos anos 70. E muitas outras diferentes versões.
Você pensa sobre um público específico antes de fazer o filme?
Não exatamente (risos). Digo, porque acho que você não pode. Quando fiz O Estranho Mundo de Jack, as pessoas pensaram que ele era muito estranho para crianças, mas elas gostaram muito. Você sabe que adaptei material de Roald Dahl e ele é sempre estranho, mas as crianças gostam disso. Pais frequentemente esquecem que crianças gostam de coisas estranhas. Então você tenta fazer isso para todos, creio.
Que tipo de tecnologia você desenvolveu para Alice?
Bem, parece mais uma combinação de coisas. Usamos técnicas que foram usadas antes. Apenas as misturamos de forma um pouco diferente, então isso é o que torna um pouco diferente para mim: a combinação de atuação e animação.
O que Johnny Depp trouxe ao Chapeleiro Maluco?
Ele gosta de se enfeitar. Pensei nos personagens de Alice no País das Maravilhas, eles sempre são retratados como loucos sem significado, e acho que ele tentou trazer algo, uma qualidade humana à loucura. Ele tentou entender um pouco mais... Tentamos dar a cada personagem sua loucura particular. Ele é bom para explorar isso, acho que por ele ser louco. Não sei.

Faces da Alice


como a personagem de Lewis Carroll foi retratada nos filmes, animações e séries de TV

Guss de Lucca
Apesar de todas as suas alegorias nonsense, como o Gato de Cheshire e a festa louca do chá, a história do reverendo Charles Lutwidge Dodgson (nome real de Carrol) tem como protagonista a jovem Alice, personagem inspirada em Alice Pleasance Liddell, a menina de dez anos que pediu a Carrol para escrever a fábula contada a ela durante uma travessia de barco pelo Rio Tâmisa.

Foto: Reprodução
Ilustração de Alice feita por Lewis Carroll em Alice's Adventures Underground
Do inocente pedido surgiu uma das histórias mais famosas do mundo, que não por acaso popularizou a personagem Alice criada por Carrol, conferindo à menina diversas interpretações em mais de um século de adaptações.
Como fotógrafo amador o reverendo registrou algumas imagens de Alice Liddell, que muito provavelmente serviram de base para a primeira ilustração de sua contraparte fictícia, desenhada pelo próprio autor em um manuscrito batizado de Alice's Adventures Underground - As Aventuras de Alice no Subsolo, em tradução livre.
Apesar de pouco conhecida, essa imagem pode ser apontada como a primeira versão da verdadeira Alice, que acabou ofuscada pelos traços do ilustrador John Tenniel, responsável pelos desenhos da publicação original do livro, de 1865.
As ilustrações de Tenniel, feitas como xilogravuras, serviram de inspiração para a maioria das adaptações cinematográficas de Alice no País das Maravilhas, ditando muito do visual de sua protagonista, como o vestido godê com avental e o cabelo louro.
Poucos cineastas fugiram dessa imagem, alterando apenas as cores do vestido, que já foi azul, vermelho e rosa, e o tom do cabelo da protagonista - em sua maioria loiro, mas com passagens pelo castanho.
Apesar de precoce, a primeira adaptação do livro já conta com efeitos especiais. Dirigido por Cecil Hepworth e Percy Stow em 1903, o filme inglês Alice in Wonderland usa truques primários da história do cinema para mostrar tanto o encolhimento quanto o crescimento da personagem, interpretada pela atriz May Clark, de apenas 14 anos.
Sete anos mais tarde, em 1910, o cineasta norte-americano Edwin S. Porter filma sua própria versão da obra, entregando o papel de Alice a jovem Gladys Hulette, também aos 14 anos. Assim como a adaptação britânica, essa versão é muda e de curta duração para os padrões atuais - com apenas dez minutos.

Foto: Reprodução
A personagem Alice na versão da Disney
Em 1933 a Paramount Pictures lança sua adaptação do livro, em que a personagem principal, interpretada por Charlotte Henry, com 19 anos na época, usa vestes muito semelhantes às das ilustrações de John Tenniel - e o cabelo mais claro.
Boicotada pelos Walt Disney Studios, a animação francesa Alice au Pays des Merveilles, de 1949, utilizou tanto atores reais como personagens em stop motion, técnica de animação que utiliza bonecos e objetos. Como a Disney estava produzindo sua própria versão animada da história, o longa-metragem francês não chegou a estrear nos Estados Unidos e passou despercebido por outros países.
Apesar da força do estúdio norte-americano, sua versão de Alice no País das Maravilhas, lançada em 1951, sofreu severas críticas de fãs de Lewis Carroll, acusando a produtora de ter "americanizado" um clássico britânico. Mesmo assim, o visual da personagem apresentado pela Disney, com o vestidinho azul e os cabelos louros, tornou-se o mais conhecido desde as ilustrações de Tenniel.
Uma Alice loira também protagonizou a animação para a TV feita pela Hanna-Barbera em 1966, que conta com a participação de Fred Flintstone e Barney Rubble, personagens do seriado Os Flintstones.
Talvez a mais curiosa versão da jovem seja a do musical pornográfico dirigido por Bud Townsend em 1976. Nesta história, Alice, interpretada pela atriz Kristine DeBell, faz caras e bocas ao encontrar com os famosos personagens em um País das Maravilhas Sexuais - uma Alice, aliás, com decote provocante.
Em 1982 foi a vez de Meryl Streep, então com 33 anos, assumir o papel principal no especial para televisão Alice at the Palace - Alice no Palácio, em tradução livre. Nele a personagem aparece com um macacão rosa e cabelos cheios, atualizando o visual da personagem do século 19.

Foto: Reprodução
Versão tcheca de Alice é tida como sombria
Um ano mais tarde, em 1983, o estúdio de animação japonesa Nippon Animation lança Fushigi no Kuni no Alice, uma série animada de 52 episódios que retrata Alice em estilo animê, com cabelo louro e vestido vermelho. Mas a grande diferença desta para a obra original é que Alice retorna para casa ao fim de cada capítulo.
Com o título original de Neco z Alenky, o diretor tcheco Jan-vankmajer lançou uma versão surrealista para a história de Lewis Carroll, que apesar de sombrio, traz no papel de Alice a atriz Kristýna Kohoutová, que usa um vestido rosa e mantém o espírito inocente da personagem.
As marionetes da série Vila Sésamo ganharam em 2008 sua própria versão de Alice no País das Maravilhas, mas com o título Abby no País das Maravilhas, afinal, é estrelada pela personagem rosa Abby Cadabby.
Para encerrar, ao menos por um momento, a lista de adaptações da personagem Alice, está a atriz de 21 anos Mia Wasikowska, que contracena com Johnny Depp e Helena Bonham Carter na versão do cineasta Tim Burton.
O diretor optou por recuperar o visual clássico com as cores da Disney: um vestido azul, mas não tão infantil: no longa Alice já cresceu e, ao escapar de um pedido de casamento, acaba voltando ao País das Maravilhas.

As Alices na Literatura


Conheça as principais versões da história à venda nas livrarias do Brasil

Guss de Lucca

Foto: Reprodução Ampliar
Alice ilustrada por John Tenniel
Um dos livros mais famosos da história está para se tornar um dos filmes mais vistos da década. Alice no País das Maravilhas, dirigido por Tim Burton e estrelado por Johnny Depp e pela desconhecida Mia Wasikowska, revisita o clássico do escritor Lewis Carroll e reaviva imagens que fazem parte do imaginário popular há mais de um século.
Mesmo aqueles que nunca seguraram um exemplar da obra conhecem personagens como o Chapeleiro Maluco e a Rainha de Copas, ou ao menos já ouviram falar da festa louca do chá. "O filme da Walt Disney foi o grande responsável pela divulgação da história", afirma Adriana Peliano, presidente da Sociedade Lewis Carroll do Brasil.
"Porém, ao mesmo tempo em que ajuda a revelar a obra, ele oculta muitas coisas, pois se trata da Alice da Disney, que tem muitas diferenças se comparada a Alice de Lewis Carroll", complementa.
Agora, com o lançamento e popularização da versão de Burton, é provável que muitos fãs se interessem em conhecer o livro que deu origem a esta e outras dezenas de adaptações cinematográficas.
Com isso em mente separamos nove edições nacionais que atendem aos mais variados públicos, dos leitores mirins até os mais curiosos, passando, é claro, pelos puristas que não abrem mão de aproximar-se ao máximo do texto original de Lewis Carroll.
Alice para os pequenos

Foto: Reprodução
Alice ilustrada por Tony Ross
Apesar de ter sido escrito para o público infantil, Alice no País das Maravilhas foi despertando o interesse dos adultos e seu texto original, escrito há mais de um século, tornou-se muito complicado para as novas gerações de leitores.
Por ter vivido esse sentimento de estranhamento na infância, o autor britânico Tony Ross resolveu condensar os dois livros de Alice, As Aventuras de Alice no País das Maravilhas e Do Outro Lado Do Espelho (ambos da Martins Fontes), encurtando e atualizando os textos de Lewis Carroll, além de criar novas ilustrações para a história.
O trabalho de Ross flui bem e suas ilustrações, apesar de simples, casam com a proposta de "apressar" a história, mas sem deixá-la perder seus sentidos originais.
Outra tentativa de traduzir o universo de Alice para o público infantil é Alice no País das Maravilhas (Companhia das Letrinhas), que traz a famosa história contada pelo jornalista e escritor Ruy Castro, autor de Carmen: Uma Biografia (Companhia das Letras).
Com um texto curto e ilustrações grandes, a obra é a que melhor atende crianças de até oito anos. Castro se ateve aos eventos principais e montou uma história rápida, fator importante para prender a atenção de uma geração tida como imediatista.
Para aqueles que já passaram dos dez anos e caminham para a pré-adolescência, Aventuras de Alice no País das Maravilhas (Objetiva) conta a história de Carroll com o mesmo volume de páginas que o texto original, mas procurando melhorar a fluidez da história em sua tradução.
Além do tratamento dado ao texto, que teve a liberdade do uso de palavras em caixa alta, as ilustrações de Mariana Newlands mostram uma Alice de visual descolado, usando tênis e saia estampada - e quase sempre em imagens onde a cor reinante é a laranja.
Alice para os puristas

Foto: Reprodução
A Alice recortada de Luiz Zerbine
Da mesma forma que o mercado editorial abriu espaço para versões indicadas aos mais jovens, aqueles que buscam por publicações próximas ao modelo original não terão dificuldades em encontrar tais edições.
Lançado como Alice - Aventuras de Alice no País das Maravilhas & Através do Espelho e o Que Alice Encontrou Por Lá (Zahar), o livro traduzido por Maria Luiza X. de A. Borges mantém-se o mais fiel possível ao original britânico, utilizando inclusive as ilustrações de John Tenniel, publicadas originalmente em 1865.
Apesar da capa dura, a publicação tem formato pequeno e não pesa muito, sendo ideal para aqueles que gostam de ler durante viagens de ônibus, metrô ou avião.
A edição de Alice no País das Maravilhas (Cosac Naify) com tradução do historiador Nicolau Sevcenko também segue a mesma linha, mas se permite criar equivalências com a nossa cultura, transformando a poesia "Está velho, Pai William" em "Estás velho, seu Zé".
Ainda contrariando a edição citada anteriormente, essa publicação inova ao contar com ilustrações do artista Luiz Zerbini, que usa e busa do recorte de cartas de baralho de sua coleção pessoal, proporcionando imagens belas e curiosas.
Para os leitores que buscam uma edição com o texto próximo ao clássico, porém formato avantajado e ilustrações leves, a indicação é a caixa Alice no País das Maravilhas & Através do Espelho (Salamandra).
A tradução de Maria Luiza Newlands Silveira não foge muito ao original, mas opta por soluções leves, acompanhando o ritmo gráfico do livro, que conta com imagens limpas de Helen Oxenbury, cuja Alice, apesar de atualizada, mantém referências da adaptação da Disney - cabelos longos louros e vestidinho azul.
Alice para os curiosos

Foto: Reprodução
Alice na arte do croata Zdenko Basic
Se a ideia é fugir do casual, duas edições brincam de maneiras diferentes com o clássico de Lewis Carroll. Em Alice no País das Maravilhas em Cordel (Nova Alexandria), o autor João Gomes de Sá mistura o universo do escritor britânico com características do Nordeste brasileiro.
Nele, a pequena Alice não cai num poço, mas numa cacimba encantada, o Gato de Cheshire tem o talento de um verdadeiro repentista e o Chapeleiro Maluco usa um chapéu semelhante ao do famoso cangaceiro Lampião.
A obra teve o cuidado de explicar em suas primeiras páginas a origem da história original e de seu autor, além de esclarecer as opções de Gomes de Sá ao transcrever aquela Alice para uma versão em cordel.
Já Alice no País das Maravilhas (Ciranda Cultural) é na verdade uma grande brincadeira visual em torno da história de Carroll. As belas ilustrações do croata Zdenko Basic, que mesclam efeitos de computador com fotografias distorcidas, são um verdadeiro banquete para os olhos, em que o leitor não apenas lê, mas também brinca enquanto a aventura avança.
Entre as brincadeiras propostas pela autora Harriet Castor estão abrir portas, esticar a jovem Alice e conhecer o País das Maravilhas por meio de pistas e conselhos, como aquele que explica qual a melhor maneira de sobreviver a um chá maluco.
Ambos os livros desta categoria são indicados para entusiastas de qualquer idade.
Veja abaixo as obras citadas nesta matéria:
Alice - Aventuras de Alice no País das Maravilhas
Lewis Carroll - tradução de Maria Luiza X. de A. Borges
ilustrações de John Tenniel
Zahar
R$ 19,90
Alice no País das Maravilhas & Através do Espelho
Lewis Carroll - tradução de Maria Luiza Newlands
ilustrações de Helen Oxenbury
Salamandra
R$ 87,90
Alice no País das Maravilhas
Lewis Carroll - tradução de Nicolau Sevcenko
ilustrações de Luiz Zerbini
Cosac Naify
R$ 45,00
Aventuras de Alice no País das Maravilhas
Lewis Carroll - tradução de Jorge Furtado e Liziane Kugland
ilustrações de Mariana Newlands
Objetiva
R$ 33,90
Alice no País das Maravilhas
Ruy Castro
ilustrações de Laurabeatriz
Companhia das Letrinas
R$ 38,00
Alice no País das Maravilhas
Harriet Castor - tradução de Fabio teixeira
ilustrações de Zdenko Basic
Ciranda Cultural
R$ 39,90
As Aventuras de Alice no País das Maravilhas
Tony Ross - tradução de Ricardo Gouveia
ilustrações de Tony Ross
Martins Fontes
R$ 56,10
Do Outro Lado Do Espelho
Tony Ross - tradução de Ricardo Gouveia
ilustrações de Tony Ross
Martins Fontes
R$ 56,10
Alice no País das Maravilhas em Cordel
João Gomes de Sá
ilustrações de Marcos Garuti
Nova Alexandria
R$ 30,00

Músicas para ouvir no País das Maravilhas


Nova versão de Alice no País das Maravilhas chega aos cinemas com duas trilhas sonoras

Agência Estado
Alice no País das Maravilhas chega às telas em todo o País acompanhado de duas trilhas sonoras. Almost Alice, oficial mas paralela, escala artistas do pop rock em faixas inspiradas nos personagens de Lewis Carroll. Já Alice In Wonderland: Soundtrack é assinada por Danny Elfman, que está para a música dos filmes de Tim Burton como Johnny Depp e Helena Bonham Carter estão para o elenco

Foto: Divulgação
A cantora Avril Lavigne em cena de clipe que simula a festa louca do chá
Elfman é quem maquina em forma de canções as excentricidades de Burton. São dele, por exemplo, as composições de Estranho Mundo de Jack, Batman, Edward Mãos de Tesoura e A Noiva Cadáver.

A trilha original, criada para o filme, abre com Alice's Theme. Orquestrada, com vocal feminino, a faixa percorre toda a narrativa, com letra que remete ao enredo - o retorno da adulta Alice ao País das Maravilhas, ou, como é dito no filme, ao "Underland". Usando ecos desse tema principal, Elfman constrói os climas da história em outras 23 faixas, indo da canção de contos de fadas para Alice criança à tensão de batidas primitivas nos enfrentamentos da experiência subterrânea. E vai costurando a fábula dark com coros fantasmagóricos para intensificar ações, diminuir a tensão e capturar as crises de Alice e companhia.
Quando sobem os créditos, porém, o que se ouve é o som da canadense Avril Lavigne cantando a faixa hit "Alice (Underground)", que abre o disco Almost Alice. No entanto, a produção dos escoceses Franz Ferdinand, "The Lobster Quadrille", é o momento quase único em que o álbum alcança as sombras características de Tim Burton, com o detalhe de que a letra foi escrita por Lewis Carroll em si.
No CD também há boas peças como "Fell Down a Hole", de Wolfmother, ou "The Poison", do The All American Rejects. Outro destaque é "White Rabbit", canção de Jefferson Airplane revisitada por Grace Potter and the Nocturnals, cujo único senão é praticamente repetir musicalmente o que a banda pioneira do psicodelismo já havia mostrado em 1967 na gravação original.

Diretor quer que Alice surpreenda o público

Com seu novo filme Tim Burton quer recuperar o sentimento de surpresa nas plateias maduras


Alice no País das Maravilhas é uma convite para a surpresa, um beliscão para "tentar recuperar a capacidade de se surpreender com as coisas novas, característica das crianças", ressalta o diretor do filme, o cômico e sempre surpreendente Tim Burton.

Foto: Divulgação
Alice de Tim Burton é uma interpretação "mais livre" da história original
"Alice não é uma alegoria sobre a volta à infância nem um filme para crianças", explicou Tim Burton à Agência EFE em Londres, onde promove o filme, que chega nesta sexta-feiras aos cinemas brasileiros.
Segundo ele próprio, lhe interessa explorar histórias nas quais os personagens "compreendem a vida a partir de um ponto de vista novo e estranho".
Justamente esse novo e estranho ponto de vista é o que o inspirou ao interpretar os personagens do escritor britânico Lewis Carroll.
O diretor de A Fantástica Fábrica de Chocolate sustenta que, apesar das inúmeras versões que existem de Alice no País das Maravilhas, nenhuma chegava a convencer. Por esse motivo, seu filme repercutiu como "diferente" ao que tinha sido feito até agora, com uma interpretação "mais livre" da história e dos personagens.
"No entanto, todos os desenhos foram feitos de olho nos desenhos de John Tenniel (o artista que ilustrou a primeira edição do livro em 1865), porque, embora não tenhamos calcado suas ideias, tínhamos que respeitar o espírito de personagens que se transformaram em autênticos ícones".
O resultado desse difícil equilíbrio é que Wonderland (ou País das Maravilhas, em tradução livre) se transforma em Underland (ou País do Subterrâneo, em tradução livre) e a cor fica degradê em um lugar cujos habitantes se caracterizam por estarem totalmente loucos.






 O Chapeleiro Louco de JohnnyDepp está"completamente louco"
Não há mais que se fixar no insano e quase esquizofrênico Chapeleiro Louco interpretado por Johnny Depp, para se fazer uma ideia da reinterpretação de Tim Burton do clássico infantil.
"Ele faz coisas inesperadas, rompe padrões, passa da compaixão ao ódio e alterna em uma sucessão de emoções que leva a pensar que sofre algum tipo de transtorno de personalidade. Definitivamente, o Chapeleiro Louco está completamente louco", diz Depp à Agência EFE sobre seu personagem.
Para fazer mais evidentes essas mudanças de personalidade, o intérprete se atreveu com os sotaques e, algo mais difícil ainda para os atores americanos, com o sotaque escocês, que Depp já praticou em Em Busca da Terra do Nunca, onde encarnava James Matthew, autor de Peter Pan, outra das grandes parábolas sobre a infância junto a As crônicas de Nárnia.
A maquiagem, com olhos coloridos de amarelo exagerados digitalmente entre 10% e 15%, o cabelo laranja e, sem dúvida, o chapéu, são os traços característicos do Chapeleiro Louco de Burton.
"Tudo o que contribui para perder mais de você mesmo e a se parecer mais com o personagem é sempre bem-vindo", afirma Depp. O ator confessa que mergulhou no personagem "depois", algo que só tinha feito antes com o capitão Jack Sparrow da saga de Piratas do Caribe.
O ator e o diretor coincidiram pela primeira vez há 20 anos em Edward Mãos-de-Tesoura. Desde então, trabalharam juntos em outros seis projetos. Segundo Burton, "assim que surgir o roteiro ideal, com um personagem que encaixe com ele, voltaremos a trabalhar juntos".

ALICE : A obra prima de Lewis Carroll

Livro do reverendo Charles Lutwidge Dodgson foi um dos grandes precursores do modernismo

Sérgio Rodrigues
O filme de Tim Burton é o melhor convite dos últimos tempos para que novos leitores fiquem “mais e mais curiosos” (parafraseando o que diz Alice depois de comer o bolo que a faz crescer) e descubram um dos grandes clássicos da literatura – que na verdade são dois. O reverendo inglês Charles Lutwidge Dodgson (1832-1898), o homem por trás do pseudônimo Lewis Carroll, publicou-os com sucesso imediato em 1865 e 1871, respectivamente: Alice’s adventures in Wonderland, mais conhecido como Alice in Wonderland ou Alice no país das maravilhas, e sua continuação Through the looking glass, ou Através do espelho.


Foto do reverendo Charles Lutwidge Dodgson
O favor que Burton faz a Carroll não se deve à fidelidade ao texto, que o diretor admite não ter buscado. Para começar, sua Alice, de 19 anos, é bem mais velha que a criança original - o que é confortável em nossos tempos de vigilância contra a pedofilia, suspeita da qual Dodgson, que gostava de desenhar e fotografar meninas em poses sensuais, nunca se livrou, embora as evidências apontem para paixões platônicas. A organização em episódios dos livros também foi trocada por uma trama mais amarrada.
Mesmo assim, com sua atração pelo bizarro, Burton pode ter restituído a Alice o humor perturbador e às vezes sombrio que muitas décadas de leituras bem-comportadas e infantilizantes - sobretudo a do longa-metragem de animação da Disney, de 1951 - procuraram atenuar.
No primeiro livro, as aventuras da protagonista num mundo onírico, cheio de humor nonsense e personagens dúbios ou francamente hostis, começam quando ela entra numa toca de coelho. No segundo, Alice atravessa um espelho. Há no filme de Burton, embaralhados, elementos das duas histórias. A missão que devolverá Alice a seu mundo - matar o monstruoso Jabberwocky - é inspirada no poema de mesmo nome que ela encontra no segundo volume, dentro de um livro que, escrito ao contrário, precisa ser lido diante do espelho.
Inspiradas nas histórias orais que Dodgson improvisava para uma amiguinha real, Alice Liddell, de 10 anos, as aventuras de Alice são uma das obras capitais da literatura infantil, com tradução para 125 línguas. Mas são mais do que isso: a fúria com que seu autor, matemático de prestígio, empacotou ali paradoxos, charadas, jogos de palavras e neologismos garantiu-lhes um prestígio talvez até maior com os leitores adultos. James Joyce e Jorge Luis Borges estão entre os grandes escritores influenciados por Carroll, que, sob muitos aspectos, foi o maior precursor do modernismo a escrever no século 19.

Alice no País das Maravilha ...

Novo longa-metragem do cineasta Tim Burton não é um triunfo de imaginação

Ricardo Calil

Alice no País das Maravilhas, de Tim Burton, lembra um desfile de moda (ou melhor, lembra um desfile para quem, como eu, não entende a fundo de moda). Um espetáculo agradável aos olhos, mas frio, mecânico, artificial como os passos dos modelos. Uma sucessão de figuras exóticas com roupas idem, mas que não interagem para formar uma narrativa.

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Um dos grandes diretores do cinema contemporâneo, Burton tem essa limitação recorrente na parte mais frágil de sua obra, em trabalhos como A Lenda do Cavaleiro sem Cabeça e Planeta dos Macacos. Existe um esforço tão grande para criar um visual arrebatador, para conceber personagens originais, que parece sobrar pouca energia para construir uma história interessante.

Em Alice, o problema se repete. Burton conseguiu mais uma vez imprimir um olhar original para um universo já conhecido - como já havia feito nos dois primeiros filmes da série Batman ou em A Fantástica Fábrica de Chocolate. Em vez de simplesmente transpor para a tela os livros de Lewis Carroll sobre o personagem, o cineasta imaginou Alice voltando ao país das maravilhas já adulta, para escapar de um pedido de casamento que ela quer recusar.

Foto: Divulgação

Versão de Tim Burton para Alice é mais aventureira do que fantástica

Ali ela tem sua identidade questionada por seus antigos companheiros de aventuras. Será ela a Alice "verdadeira", a antiga Alice? Se for, então talvez ela seja capaz, com a ajuda do Chapeleiro Maluco (Johnny Depp), de enfrentar um monstro terrível e tirar o país das maravilhas de um período de trevas, iniciado quando a Rainha Vermelha (Helena Bonham-Carter) tomou o poder da Rainha Branca (Anne Hathaway).

Burton imprime ao filme um tom mais aventureiro do que fantástico, mais O Senhor dos Anéis e menos a Alice da Disney. É um olhar original. Mas isso é apenas um ponto de partida, não é a garantia de um bom filme. Burton montou seus cenários fantásticos, criou seres incríveis para habitá-los. Mas não conseguiu lhes dar vida. Seus personagens se movem desarticuladamente, como marionetes nas mãos do diretor.

Até mesmo Depp, que estabeleceu com Burton uma das parcerias mais frutíferas do cinema atual, está longe de sua habitual excelência. Seu Chapeleiro Maluco é apenas uma soma de trejeitos, uma caricatura exangue. Assim como a Rainha Branca criada por Hathaway. A única que consegue injetar um pouco de vida em seu personagem é Bonham-Carter, mulher de Burton na vida real.

O país das maravilhas de Burton não é aquele delírio lisérgico imaginado por Carroll, mas um universo paralelo criado pela própria Alice para escapar de uma existência conformada e previsível. Como outros filmes do cineasta, Alice é uma apologia da imaginação. Mas, infelizmente, não é um triunfo de imaginação.

Alice no Pais das Maravilhas

A história da jovem Alice Liddell

A garotinha que inspirou Lewis Carroll a escrever o clássico Alice no País das Maravilhas

Guss de Lucca
No Especial Alice no País das Maravilhas você conhecerá os detalhes sobre as publicações da obra de Lewis Carroll, suas adaptações e a nova versão cinematográfica de Tim Burton. Para começar vamos contar a história por trás da criação de Alice no País das Maravilhas.

Foto: Reprodução
Foto de Alice Liddell aos 7 anos
Em 1865 a primeira edição de Alice no País das Maravilhas foi lançada na Inglaterra, apresentando aos leitores um universo cheio de personagens curiosos, como o Chapeleiro Maluco, organizador de uma festa louca do chá, e a Rainha de Copas, monarca com predileção por decapitações. Mas de onde teria vindo a inspiração para a criação de uma história com elementos tão estranhos, como o gato que consegue desaparecer e um exército formado por cartas de baralho?
Além de referências ao contexto político da Inglaterra, como a relação entre a Rainha de Copas e a Rainha Vitória, alega-se que Lewis Carroll inspirou-se em pessoas que participavam de seu cotidiano, como Theophilus Carter, um vendedor de móveis excêntrico que é apontado como base para a criação do Chapeleiro.
Apesar de viver cercado por todas essas referências, não foi outra pessoa senão a menina Alice Pleasance Liddell, na época com apenas nove anos, quem inspirou o reverendo Charles Lutwidge Dodgson, nome real de Lewis Carroll, a criar a história.

A Alice real era a quarta filha do vice-reitor da Universidade de Oxford, Henry George Liddell, e seu primeiro encontro com Lewis Carroll ocorreu em 25 de abril de 1856, enquanto o autor fotografava a catedral de Oxford - a fotografia sempre fora uma de suas paixões. Deste encontro desenvolveu-se a amizade entre Carroll e a família Liddell - em especial Alice.
"Ele era encantado pelas meninas e Alice acabou tornando-se sua musa. Carroll foi muito criativo na relação com as crianças e adorava impressioná-las enviado a elas cartas malucas e inventando jogos de palavras, trocadilhos... Durante seu convívio ele contou dezenas de histórias a elas", diz Adriana Peliano, presidente da Sociedade Lewis Carroll do Brasil.

Foto: Reprodução
Imagem de Alice Liddell aos 18 anos
Durante uma travessia de barco pelo Rio Tâmisa Carroll, percebendo o tédio das irmãs Liddell, contou-lhes a aventura da jovem Alice, que após seguir um coelho apressado encontra o estranho País das Maravilhas. Para tornar a aventura familiar às ouvintes, ele utilizou elementos do cotidiano delas, sendo o próprio coelho um exemplo disso.
"Um dos aspectos interessantes da história é que ela não surgiu como obra literária, mas de forma oral", explicou Adriana. "Quando o livro foi publicado ele acrescentou novos capítulos, personagens, deixando a obra mais complexa."Graças a um pedido de Alice as ideias daquela tarde transformaram-se num manuscrito chamado Alice's Adventures Underground - As Aventuras de Alice no Subsolo, em tradução livre - e, posteriormente, originaram as duas obras que envolvem a menina: Alice no País das Maravilhas e Através do Espelho e o Que Alice Encontrou Por Lá.
Esse manuscrito, um presente de Carroll à musa inspiradora, acabou sendo vendido por ela anos mais tarde, quando a já adulta Alice precisou de dinheiro para manter sua residência após a morte do marido. A cópia rendeu um total de £15.400 e atualmente está guardada na British Library, a biblioteca nacional da Inglaterra.
Apesar do dinheiro, ter servido de inspiração para um livro tão famoso não facilitou a vida de Alice Liddell. "A história foi criada para encantá-la, mas ela foi tragada para dentro desse contexto imaginário, mesmo sem ter nenhuma relação com os personagens", conta Adriana, acreditando que a Alice real teve de lidar com a expectativa que as pessoas tinham em relação a ela, uma pessoa comum que acabou associada a uma fábula.
Essa frustração é o ponto de partida para o livro Eu Sou Alice, de Melanie Benjamin, publicado pela editora Planeta do Brasil. "É como se fosse um diário da Alice, onde ela fala de seus conflitos em relação à obra", revela Adriana.
Alice Liddell morreu em 16 de novembro de 1934 aos 82 anos, enquanto sua contraparte literária continua cada vez mais viva no imaginário das pessoas.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

A Casa do Gêlo - Manifesto Com Vestes de Arte e Reflexão Política

Na Casa de Gêlo, as paredes ficaram cobertas por sólidas placas de gelo, que brilhavam e escorriam formando lindas estalactites transparentes  



Os americanos, Gregory Holm e Matthew Radune, resolveram juntar as respectivas experiências com o fotográfo e arquiteto, no Projeto "The Ice House". Um projeto ousado e de contestação à falta de moradia para a população enquanto há o abandono de 80 mil casas em Detrit, EUA.
Para viabilizar o Projeto e chamar a atenção para a Crise Habitacional que assola o país, eles compraram um dos imóveis e passaram semanas borrifando água em temperatura abixo de zero, no imóvel bandonado. Como resultado observa-se uma casa inteira coberta por sólidas placas de gêlo, que brilham e escorrem formando lindas estalactites transparentes. Mas o Projeto de Arte Interativa não agradou muita gente. Para alguns moradores a Casa ficou assustadora, lembrando filmes de Terror. Alguns chegam a jogar pedras e pedaços de madeira contra a casa.Pra eles isso é apenas o começo, pois pretendem ainda, fazer um filme e um livro com fotos que registram todo o trabalho desse Manifesto Artístico.


A Casa abandonada antes da Arte do "Manifesto Congelado"

Aqui ...até as plantas ficaram congeladas

sábado, 8 de maio de 2010

Campanha FICHA LIMPA...Vistam-se com essa Roupa !



O Projeto de Lei FICHA LIMPA
Adiada pela Câmara de Deputados, a votação do Projeto de Lei FICHA LIMPA, que proíbe o registro da candidatura de políticos e/ou pessoas envolvidas com crimes de racismo, homicídio, estupro, tráfico de drogas e desvio de verbas públicas.
A Ordem dos Advogados do Brasil , assim como grande parte dos brasileiros, considerou o adiamento da votação, como uma manobra política,para que a aprovação da Lei não "interfira " nas eleições deste ano.
É adiando a votação que os políticos de "rabo preso" tentam evitar que a Lei entre em vigor este ano.
A LEI PRECISA SER VOTADA até o dia 5 de junho se não "as águas vão rolar" e "eu não quero ver rolar ".
Por isso, vamos fazer pressão divulgando, denunciando os que são contra a urgência, vamos utilizar os espaços que temos na internet pra esclarecer os 198.000.000 brasileiros, que a ética política não pode, nem deve agonizar diante dos supiros de alívio dos que praticam dia-a-dia a corrupção e descansam dessas práticas , com viagens maravilhosas e/ou nas suas belas mansões custeadas pelo suor do povo brasileiro.
A votação irá ocorrer na próxima terça-feira, dia 11 de maio.
Fiquem atentos ! Vistam essa Roupa !


quarta-feira, 5 de maio de 2010

MÃE ...veste única de AMOR !

Tem bicho mais estranho do que mãe?
Mãe é alma contraditória.
É alegria no choro.
É carinho na raiva.
É o sim no não.

Só mãe mesmo pra ser o oposto...
E depois o contrário de novo.

Vai ver que é porque filho não vem com manual de instrução. e pra conduzir as crias no mundo, ela usa só de intuição, pra tentar fazer tudo direito.

Mas como pode ser assim, tão incoerente?

Ela diz:
Filho, você não come nada...
E logo se contradiz:
Para de comer, que eu tô botando o jantar!

E aí ela lamenta:
Ai, que eu não vejo a hora desse menino crescer!
Mas logo se arrepende:
Deixa que eu faço, você ainda é uma criança...

E quando ela manda:
Tira essa roupa quente, menina!
E logo em seguida:
Veste o casaco, quer pegar um resfriado?

Esse menino dorme demais...
Esse menino não descansa...

Essa menina vive na rua!...
Filha, sai um pouquinho, vai pegar um sol...

Pois é, gente, que pessoa é essa que jura que nunca mais...
E no momento seguinte promete que vai ser pra sempre?

Essa pessoa é assim mesmo:
Igual e diferente de tudo o que a gente já viu.
É a fortaleza que aguenta o tranco, só pra não ver o filho chorar.
É o sorriso de orgulho escondido, só pra não se revelar.

Mãe dá uma canseira na gente.
E às vezes tira do sério...

Até que um dia a gente se depara com uma ausência insuportável:
É a mãe que vai embora, deixando um vazio enorme, escuro, silencioso.
E aí descobre que, mesmo errando, ela sabia de tudo, desde o início.
E fez de tudo pra acertar.
Porque criar filho não tem regra - é doação e amor simplesmente.

Então, se você tiver privilégio de abraçar sua mãe nesse segundo domingo de maio, agradeça, porque o presente é seu. E esteja certo:
Mesmo sem manual de instrução, ela continua aí, atrapalhada, contraditória...
Mas com o olhar atento, querendo entender como você funciona.
E fazendo de tudo pra você não falhar.

Feliz dia das mães!


Xuxa homenageia Alda sua mãe

Todo dia pra mim é dia de Mãe
ela é a mais cheirosa
é o abraço mais gostoso
é olhar mais carinhoso
Quando eu encosto aqui...nela
é o melhor colo do mundo
aquele lugar ali parece que foi feito pra mim sabe?
Então... ela sabe disso, porque eu digo isso sempre pra ela
Quando ela está longe de mim, parece que falta chão ou parece que falta parede
que vou precisar me encostar em algum lugar e não vou ter... sabe?
Então ela é meu porto seguro
Ela é a pessoa que eu preciso
O cheiro dela me faz falta sabe?
A voz dela é necessária ...
mas o cheiro dela,a presença dela, aquele abraço gostoso, não tem ,não tem pessoa pra mim,
não tem colo o melhor que o da minha mãe
não tem pessoa melhor pra mim que minha mãe
Vocês falam que tem a melhor mãe do mundo
É porque não conhecem a minha ,se conhecessem a Aldinha
Se conhecessem iam ver...que ela é a melhor mãe do Mundo!
Tem coisas na minha cabeça que não sai...sabe !
Tipo assim...
quando eu era modelo
eu só tinha uma calça jeans, ai eu lavei
tentei secar secar...ai ficou com aquele cheiro de gato molhado
eu falei: "ai meu Deus, vou chegar tarde prá minha sessão de fotos"
Ai ela pegou a calça que ela tava usando tirou e disse:" bota"
eu disse"não,a senhora vai ficar..." nessa época, a gente só tinha uma calça jeans, quando morava em Bento Ribeiro.
Mas ela falou:"toma... bota um cinto e vai"
Ela ficou em casa assim...amarrada numa toalhada...
ou seja, ela não comia pra dar pra gente
ela tirava a roupa dela pra dar pra gente
ela vivia por a gente e morreria por a gente, entendeu?
Me desculpem...mas a melhor mãe do mundo é a minha!

(depoimento dado pela Xuxa no Programa Mais Você )