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quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

O REGRESSO




O Regresso é um filme arrebatador, visualmente uma poesia brutal. A trilha sonora de Sakamoto é envolvente, o elenco é primoroso... a atuação de Leonardo DiCaprio é visceralmente impecável, me faz torcer pra que dessa vez ele leve merecidamente a estatueta do Oscar pra casa. E se não levar, que se danem ele já é um vencedor.Confesso que em muitos momentos, algumas cenas incrivelmente brutais, me tiravam o fôlego e me incomodavam. Mas, rapidamente me envolvia com as imagens de Lubezki e seguia mergulhando no magnífico espetáculo cinematográfico, sobre a complexa capacidade de resistência humana. Palmas para Alejandro Iñárritu e que ele siga nos incomodando. Porque em tempos como o que vivemos atualmente, onde muitos cruzam os braços diante das desigualdades, do preconceito, do terrorismo, da corrupção e pensam em tirar a vida diante das dificuldades que nos circundam, merece um brinde e aplausos um trabalho no qual o homem luta obsessivamente para preservar a vida.


quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Dian Fossey, homenageada pelo Google no 82º aniversário


Dian Fossey  zoóloga americana que estudou a vida e o comportamento de gorilas na África ao longo de mais de 20 anos,entre as décadas de 1960 e 1980, completaria nesta quinta-feira 82 anos. A primatologista e naturalista ficou conhecida no mundo científico ao pesquisar e estudar os gorilas das montanhas ameaçados de extinção em Ruanda.



Google celebra aniversário de 82 anos de Dian Fossey, homenagendo-a com um Doodle recheado de gorilas.

Dian contou sua história no livro “Gorilas in the Mist” (Gorilas na Bruma, na versão brasileira) em 1983. O livro foi adaptado para um filme estrelando Sigourney Weaver em 1988.Durante seus anos entre os animais ela lutou para proteger os gorilas de caçadores, zoológicos e oficiais do governo que pretendiam converter o habitat para a criação de fazendas. Ela não apenas utilizava a mídia seu favor como também destruía as armadilhas dos caçadores. Infelizmente ela foi encontrada morta, presumivelmente por caçadores de gorilas. Ninguém até o presente foi responsabilizado pelo crime.Porém o trabalho de Dian Fossey continua através da fundação Dian Fossey Gorilla Fund International e hoje protege mais espécies de gorila em diversas regiões. [BioWikipedia]






Cartaz do filme Gorillas in the mist (Foto: Divulgação/Pantip)











A luta de Dian Fossey foi vivida no cinema pela premiada atriz norte-americana Sigourney Weaver. O drama, dirigido por Michael Apted, remonta os anos em que se dedicou à preservação dos gorilas da montanha, ameaçados de extinção pela caça indiscriminada.O filme foi indicado a cinco categorias do Oscar, e Sigourney Weaver recebeu o Globo de Ouro em 1989 como melhor atriz de cinema - drama por seu trabalho.


História de Dian Fossey e dos gorilas da montanha virou filme (Foto: Reprodução/Stargazete)

No filme biográfico, Fossey usa todos os meios possíveis para protegê-los, mas a causa se tornou uma obssessão que nem mesmo Bob Campbell, fotógrafo com quem se envolveu, consegue fazê-la desistir
Dian Fossey nasceu em 16 de janeiro de 1932 em São Francisco, na Califórnia. Ela teve uma infância difícil: filha única de George e Kitty Fossey, ela teve um pai que bebia muito - o que provocou o divórcio dos pais quando Dian tinha apenas três anos. Ela pouco o viu nos anos seguintes. Aos cinco anos, a menina passou a ter um padrasto quando a mãe casou com Richard Price. Ele, no entanto, não tratava bem a garota. Quando ela ingressou na faculdade, pouco foi investido pela família em sua educação.
Ela estudou terapia ocupacional e encontrou um emprego na área. Apesar de gostar da profissão - que a fazia ter contato com crianças com deficiência de maneira que outros profissionais não conseguiam, Dian Fossey tinha o desejo de ver mais do mundo. Ela, então, juntou os lucros que obteve ao longo de três anos para financiar uma viagem à África. Seu principal interesse estava nas escavações na Garganta de Olduvai, no leste da África, e os vulcões nas montanhas Virunga, também na África oriental.
A zoóloga passou boa parte da vida no continente africano, para onde foi em 1963. Ela observou os hábitos dos gorilas ao longo de quase duas décadas até ser assassinada em Ruanda em 26 de dezembro de 1985 - em um crime que continua sem solução. Dian Fossey é a autora do livro autobiográfico Gorillas in the Mist (1983), que foi adaptado para o cinema no filme Nas Montanhas dos Gorilas (Gorilas na Bruma, em Portugal) que conta com Sigourney Weaver no papel da primatologista. O filme foi indicado a cinco categorias do Oscar, e Sigourney Weaver recebeu o Globo de Ouro em 1989 como melhor atriz de cinema - drama por seu trabalho.


fontes: Fundação Dian Fossey Gorilla Fund International

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

AMORES ROUBADOS


Deixemos de lado a polêmica envolvendo a atriz Isis Valverde, como a suposta vilã pelo fim do relacionamento do ator Cauã Reymond com a atriz Grazi Massafera, e passemos a assistir a minissérie "Amores Roubados". Já no primeiro capítulo, a produção nos deu uma mostra de que a trama é interessante, por trazer a crítica social além da costumeira apelação sexual. Antonia (Isis Valverde) fala: "entra e sai ano e dinheiro gasto, mas a realidade do local não muda", referindo-se às obras de transposição do rio São Francisco. A fotografia está maravilhosa e os atores ficaram livres do "carregado" sotaque nordestino imposto as atuações no nordeste(muitas vezes caricatural e ridículo).O poder eletrizante da paixão é sem dúvida o tema central e Cauã Reymond é um sommelier que além de gostar de degustar bons vinhos é uma espécie de Dom Juan do Sertão. A minissérie é recheada de mistério, paixão, ciúme, traição, vingança e nos mostra boas atuações com Osmar Prado, Murilo Benício, Cauã Reymond, Cássia Kis, Patrícia Pilar e Dira Paes. Por falar em Dira, a atriz surpreendeu muita gente por mostrar-se nua, ousada e sensual na pele da "dondoca" Celeste, bem diferente dos papéis rústicos que costumeiramente interpreta. Acho até, que graças ao apelo sexual com a atriz, a minissérie marcou 29 pontos no Ibope e superou a audiência da estreia de O tempo e o Vento, com 23 pontos.
Parte da mulherada tentou boicotar a minissérie por tomarem partido da Grazi Massafera, diante das fofocas do envolvimento de Cauã Reymond (Leandro) com a parceira de cena Isis Valverde (Antônia).Gente ... traição é algo que incomoda todos nós! Mas, o cotidiano não é como no Big Brother Brasil e a vida privada dos atores só diz respeito a eles. Vi muita gente "malhando" a Isis Valverde e isso é absurdo. É inegável o avanço que Valverde vem desenvolvendo, quem acompanha sua atuação observa que ela se joga nos papéis que interpreta e que essa menina cresce a cada trabalho que faz. Ponto para ela desde "O Canto da Sereia"(excluindo a sua limitada capacidade como cantora).
De fato...a separação é algo doloroso , mas como bem disse 
Liv Ullmann" Ninguém é dono de ninguém.
Juntos, temos um ao outro, a natureza, o tempo"
.
A vida é bela e segue com cenas da vida real!

sábado, 13 de outubro de 2012

"Skyfall" canção tema do novo filme de James Bond



A cantora britânica Adele, 24,atualmente uma das cantoras de maior êxito no mundo da música,vendeu 22 milhões de cópias de seu álbum "21",lança versão oficial 
de “Skyfall”, tema do novo James Bond. A música foi composta por Adele e por Paul Epworth, que produziu e também escreveu “Rolling in the Deep”.
Adele, segue os passos de Jack White e Alicia Keys, que se encarregaram do tema principal de “A Quantum of Solace” e Chris Cornell, que cantou na primeira aparição de Daniel Craig como 007, em “Cassino Royale”.
Segundo  o jornal "The Guardian".Adele , canta a balada romântica diferente de "Rolling in the deep", música que impulsionou  sua  fama. É com esta melodia,que todo o "drama e mistério" que envolve o espião 007, vivido por Daniel Craig pela terceira vez, em "Operação Skyfall", será apresentado.
O novo filme de James Bond, “007 Operação Skyfall”, chega nas telas dos cinemas em 26 de outubro.


quarta-feira, 2 de maio de 2012

Cópia Fiel




"toda verdadeira obra de arte aspira à abstração.
                                                     Jean Renoir


Recomendo o Filme " CÓPIA FIEL" do diretor iraniano Abbas Kiarostami. Neste Filme a poesia é intimista e nos toca pela riqueza filosófica das palavras.
Já vi e agora preparo-me para revê-lo. Talvez,pelo fato de gostar de Cinema de Arte e me encantar com belos diálogos.
Cópia Fiel nos leva ao exercício da análise  estética e intelectual. As cenas movimentam-se de forma intrigante e nos instiga a repensar as nossas próprias relações.Já no início, o texto nos leva a reflexão e nos faz lembrar Walter Benjamim.
Vale a pena assistir e observar a bela atuação de Juliete Binoche,a construção do  jogo de verdades e mentiras através dos diálogos entre o filósofo inglês ,James Miller (William Shimell)  e a francesa Elle (Juliete Binoche),  dona de uma galeria de arte.
Para os que como eu, adoram textos que falem de arte, sobre filhos, homens,mulheres,bons roteiros,boa interpretação e encantam-se com belos cenários,como os da Toscana... é um acerto.
O Filme possue uma linguagem universal, talvez pelo fato de ter sido realizado na Itália por um cineasta iraniano e protagonizado por uma atriz francesa e um ator inglês.
Como é bom ver  Binoche ,caminhando elegantemente na delicadeza de um personagem, sem preocupações com o artifício do estético.Distanciando-se da atuação das atrizes americanas, que buscam plastificar a atuação através da elegância  dos trajes.
O texto de Cópia Fiel  é primoroso, há momentos em que Kiarostami deixa que as palavras tornem-se o foco de LUZ para iluminar as cenas, intencionalmente escuras.
Vejam e revejam esta Fábula romântica,onde a poesia, a beleza, a arte e a filosofia,ganham formato cênico...como um discurso amoroso, como uma obra que vazeia livremente  entre o lúdico e real.


" o valor da obra está nos olhos de quem vê "

O cantor inglês William Shimell como James e a atriz francesa Juliette Binoche 
como Elle
Abbas Kiarostami e Juliette Binoche  em uma das locações de "Cópia Fiel"  
Juliette Binoche como Elle
 Abbas Kiarostami e Juliette Binoche nas locações de "Cópia Fiel"
 

quinta-feira, 15 de março de 2012

Uma Viagem Inesperada


Filme'Uma Viagem Inesperada' . 
A jornada de luta de uma mãe, contra o estigma social do autismo !
Em 'Uma Viagem Inesperada',Mary-Louise Parker, nos emociona como Corrine Morgan , qdo descobre que seus filhos gêmeos são autistas, ela decide proporcionar-lhes uma vida normal, superando os obstáculos impostos por uma sociedade que espera que eles se tornem reféns do autismo.  A luta de Corrine, assemelha-se a luta da grande maioria das mães que possuem filhos autistas. Corrine é persistente e consegue com o amor e a dedicação que seus filhos sejam tratados como as outras crianças, graças a sua luta de mãe, os filhos conseguem explorar seus potenciais ,desenvolverem suas habilidades  interagirem socialmente e serem respeitados e admirados na diferença. VIVA!!!
Zac Efron vive o jovem autista Stephen, 
antes de ficar mundialmente conhecido como o Troy de "High School Musical"

Compartilho este filme com os leitores e seguidores do blog,por ser mãe e educadora e por acreditar que a melhor lição que podemos dar para nossos filhos é mostrar o quanto é importante de fato, conviver  com a diferença. Somente observando os vários aspectos da diversidade e da semelhança, respeitando o jeito de SER de cada um, sem a necessidade da "falsa e/ou utópica" política social do "SER IDÊNTICO" e sim, do AUTÊNTICO jeito de SER, que nasce com cada um de nós e nos torna a pessoa que somos, com nossos  valores, nossos limites , nossas falhas...é que a sensibilidade se expande além da flor da PELE !
O que mais vale é o amor e o afeto que interliga todos os seres, independente de credo, raça, condição social, da forma de ser e/ou agir de cada um.
Que a luta de Corrine Morgan e de tantas outras mães, que criam seus filhos sozinhos , com a obstinação de leoas...superando os mais difíceis obstáculos, para vê-los crescer sem serem reféns das dificuldades impostas pela sociedade, sirva de exemplo para mães(principalmente para as que entregam seus filhos as despreparadas mães de aluguel-empregadas domésticas)...pais ,filhos e filhas.
Por uma sociedade plural de direito e de fato, sem GUETOS unificados e impostos por conivências...modismos ou conveniências!
BASTA os que se foram ...como os de Gulag e de VARSÓVIA !

quarta-feira, 3 de março de 2010

INVICTUS Um Filme para Ver ,Envolver-se e Aplaudir !


Na sala escura do cinema, são muitos os que se deixam envolver pelas cenas que transcende a verosimilhança entre o real e a fantasia.
Quando o diretor pega nas mãos um bom roteiro e o conduz com maestria, como fez Clint Eastwood em INVICTUS , a fantasia torna-se substrato da História real.Posso afirmar que INVICTUS, não está na categoria dos melhores filmes que já assisti. Mas é sem dúvida, um filme merecedor de aplauso.Não só pela leveza e forma como Eastwood , abordou o tema histórico dos mais relevantes, mas principalmente pela sutileza na abordagem do tema. A escolha dos atores é inquestionável, Morgan Freeman, que além da atuação brilhante no papel de Nelson Mandela, do qual é um grande conhecedor da história e amigo pessoal do mesmo, foi também produtor executivo do filme. Matt Damon, no papel do jogador Francois Pienaar , o capitão ‘Bocks’ aliado de Mandela na luta pra unificar brancos e negros, só reafirma que Damon, está entre os melhores atores de sua geração .
De um jogo,Clint construiu seu filme, sua história. Nele, assim como na história real, o time nacional de rugby falido, pode ser utilizado por Mandela, eleito presidente da África do Sul, após 27 anos de prisão e pelo capitão às vésperas da copa do mundo, pra unificar os o povo além das raças...além da taça.Mandela acreditava que a vitória maior, era romper barreira do rascismo, ainda tão presente entre membros e torcedores dos Springboks, time nacional sul-africano, símbolo da supremacia branca e por isso odiado pelos negros.
Eastwood afastou o peso contido na temática que envolve a questão da violência política e da intolerância racial, contida no Apartheid e buscou desvendar outros caminhos...como o da tolerância e do perdão. Deixou de lado, o que muitos esperavam que ocorrecem , mais um trabalho cinebiográfico e inspirou-se na magia contida nas nuances da estratégia, como quem busca saber dos efeitos colaterais de um remédio antes de tomá-lo!
Parabéns Clint Eastwood, por retirar do livro “Conquistando o Inimigo” de John Carlin, o roteiro preciso e com simplicidade, abastecer a mente dos muitos que se sentaram diante das telas e dos que ainda o farão , com a poesia histórica e cinematográfica contida nas cenas brilhantes e atuações marcantes como as de Morgan Freeman, Matt Damon e Scott Eastwood e espraiar pelo mundo, um pouco de História , além de fortalecer em muitos, a vontade de ser dono do próprio destino e da própria vontade!