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domingo, 10 de agosto de 2014

Dia dos Pais é Dia de Rememorar Boas Histórias


Francílio Dourado, durante o lançamento do livro "História do Brasil República e Ceará Estado" na Câmara Municipal de Fortaleza

Dourado, cor que reveste a ausência

por Lila Dourado em 01.nov.2010 às 12:16h

Só os pais, nos acolhem com amor incondicional,ao longo da nossas vidas,aguentam  nossas chatices, inquietações,  alegrias,tristezas, enfrentam conosco nossos medos, cuidam dos nossos ferimentos, para que estes não deixem cicatrizes, nem no físico, nem na alma .
Pai e Mãe, o que seria de nós, sem eles ? na verdade,nem existiríamos.

Acordei com saudades, do velho Dourado. Como dizia Gramsci," na hora da perda, a intensidade do sofrimento e dor será bem maior, se a escolha tiver sido o descaso". Minha relação com papai, sempre foi intensa no amor, respeito e carinho.  Por isso,  relembrar os bons momentos vividos me faz tão bem. Lembrei-me  de quando Lula foi eleito presidente e enquanto comemoravamos e cantavamos "Lula lá uma estrela brilha..."abraçando  meus irmãos Dourado e Marcílio, comemoravamos e choravamos, lembrando do nosso pai, que não estava ali pra testemunhar a vitória de um grande líder sindical.

A vitória da Dilma, foi uma grande conquista para a Mulher.Mas foi diferente, num outro contexto,com alianças que  deixaria meu pai indignado.Conhecia-o bem,seu jeito inquieto e verdadeiro de ser.Sempre que via o Plínio Arruda Sampaio do PSOL na TV. Lembrava-me de Francílio Dourado, como o inquieto político do PDT , que com seu jeito anárquico e brincalhão, tornou-se um opositor por convicção.

Após a vitória da Dilma, lembrei-me muito dele.A figura política do velho Dourado, reflete a somatória da postura do Plínio com a Marina.Lembro-me, que o mesmo afastou-se do PDT, partido do qual foi um dos fundadores no Ceará, quando Lúcio Alcântara filiou-se, dizendo" não posso continuar num partido, que aceita filiações de quem colaborou com o governos arenistas e ocupou cargos públicos durante a ditadura".

Lembro-me ainda,da forma alegre como presenteava os filhos,  ao chegar de suas viagens como jornalista político. Guardo com carinho, a primeira boneca, a vitrola, as agendas(que me serviam como diários), os livros e a máquina de escrever.Guardo ainda ,o seu primeiro panfleto de candidato a vereador,ao lado de outra mulher também inquieta, na luta por justiça social, a Rosa Fonseca.

Abrindo minha caixa de fotografias, como me  orgulho, vê-lo em passeatas, contra a ditadura militar, noutras ao lado de Brizola, Moema Santiago,Tereza Zerbini e seus fiéis amigos da política,Heitor Férrer e Araújo de Castro( que nos deixou a pouco tempo,pra continuar ao lado do amigo,lutando por um mundo melhor, lá de cima).
Sinto falta dos seus discursos inflamados, diante das alianças políticas que se orquestravam em prol das eleições e da alternância do poder.

Lembro-me bem, do jeito emocionado e cheio de orgulho, ao falar dos filhos. Brigar...ele brigou com todos, da mesma forma  e com a mesma intensidade que estendeu a mão e abriu os braços quando necessário.Atitude comum,não somente em relação aos filhos, mas extensiva a todos com os quais convivia,com os quais tinha afeto.

Francílio Dourado, rompia os padrões convencionais, tanto na convivência social como política. Seu jeito expontâneo e verdadeiro de ser, incomodava alguns, mas agradava a grande maioria dos que o conheciam.Foi um guerreiro na luta contra a ditadura e  contra o coronelismo no Ceará.

Quando criança, via meu pai como uma espécie de herói,cresci vendo suas inquietações e sabendo que quando ele ausentava-se de casa, era por estar percorrendo todo o estado do Ceará, fundando núcleos políticos, como fez com o MDB (partido que durante o regime militar,congregava as forças oposicionistas contra a Arena,partido da situação).

Francílio Dourado...quanto orgulho eu tinha e tenho ao chamá-lo de pai. Era de fato, um bom cidadão, um bom jornalista,um homem que advogava sempre em favor dos outros e que percorria os mais diversos caminhos à favor da educação.Nossa casa, serviu de abrigo para parentes,amigos... tinha sempre visitas, pessoas de baixa renda, que vinham em busca de ajuda para colocar seus filhos nas escolas e em cursinhos pré-vestibulares.Acredito, que minha grande paixão pela Chapada do Araripe,não deve-se somente a questão da beleza geográfica, arqueológica e a cultura do povo.Mas, principalmente pelo que meu pai plantou por lá, dos rastros que ele deixou.

Quando escuto  pessoas, que o conheceram falando dele de forma elogiosa, fico emocionada. Como ocorreu, quando o jornalista e ex-secretário de cultura, Auto Filho, me falou:
 " Seu pai ajudou muita gente, da forma mais expontânea e verdadeira.Muitos dos quais,ele nem percebia o quanto estava ajudando, por achar sua ação um ato natural .Sou muito grato ao Dourado, pela forma despretenciosa e consciente, com a qual ele me ajudou durante a ditadura".
Adísia Sá,outra profissional amiga e companheira do jornalismo,que aprendi a admirar através do meu pai, me deixou com a voz embargada, após um debate na Universidade ao afirmar:
" Minha filha, seu pai possuia características que são essenciais no jornalismo, a inquietude, o compromisso e a coragem , ele não só buscava a notícia, ele participava, se envolvia  sem se render.Por isso,não chegou ao poder,pois não mudava seu ponto de vista,não se vendia por nada,não se rendia nem mesmo ao partido  ao qual era filiado " .

Papai ,conquistou muitos amigos e não deixou inimigos.Cercou-se de pessoas que ainda hoje, nos abraça com a emoção e o carinho de quem abraça os filhos de um "Zoadento Guerreiro".
Também não deixou herança material,mas deixou para nós a certeza, de que o amor verdadeiro é incondicional e que é este amor, que deve alimentar as relações entre pais e filhos.
Saudades...saudades deste guerreiro que se foi e nos deixou com muitas histórias pra contar 


Francílio Dourado e Perpétua Dourado


Pai...
Teu olhar buscava o da minha mãe
Quando ela já carregava consigo,  um fruto prestes a germinar
Esse momento  registrado em foto, não tornou-se capa de revista.
Muito menos, comercial do Dia das Mães!
É apenas um registro, de que com simples click, um casal comum pode contar muitas histórias.  Revelando que mesmo com agruras cotidianas,pode ser possível construir castelos de sonhos reais e deixar bons rastros.
Aqui... o ventre da tua amada Perpétua, tem cor Lila...s !



 "As tuas mãos tem grossas veias como cordas azuis

sobre um fundo de manchas já cor de terra

— como são belas as tuas mãos —

pelo quanto lidaram, acariciaram ou fremiram

na nobre cólera dos justos...

Porque há nas tuas mãos, meu velho pai,

essa beleza que se chama simplesmente vida.

E, ao entardecer, quando elas repousam

nos braços da tua cadeira predileta,

uma luz parece vir de dentro delas...
Virá dessa chama que pouco a pouco, longamente,
vieste alimentando na terrível solidão do mundo,
como quem junta uns gravetos e tenta acendê-los contra o vento?
Ah, Como os fizeste arder, fulgir,
com o milagre das tuas mãos.
E é, ainda, a vida
que transfigura das tuas mãos nodosas...
essa chama de vida — que transcende a própria vida...
e que os Anjos, um dia, chamarão de alma..."
(Mario Quintana)

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Joelmir Beting e Francílio Dourado Pais Semeadores de Boa Herança











A idéia da morte sempre nos inquieta, mesmo que estejamos conscientes, que ela faz parte da nossa jornada em vida .
Em nós, refugia-se o imenso desejo de protelarmos  a partida daqueles que amamos e também a nossa.Não importa o nosso nível cultural, social,a nossa religião ou a crença, a dificuldade é a mesma, no enfrentamento da perda de pais e filhos. A morte, sempre  dá uma rasteira e nos surpreende,nos abalando  inteiramente na emoção.
Como dizia Antonio Gramsci, na hora da perda, a intensidade do sofrimento e dor será bem maior, se a escolha tiver sido o descaso.

Lendo  a linda carta do jornalista Mauro Beting, para o pai brilhante e o melhor comentarista político e econômico do Brasil, o jornalista Joelmir Beting,emocionei-me pela carga de carinho e gratidão ao pai e lembrei-me do "Babbo Dourado",meu amado pai e das minhas palavras direcionadas a ele, logo após a vitória da presidenta Dilma Rousseff.
Lágrimas rolaram...mas a única certeza que tenho...teremos e que irá nos reconfortar, será a de que amamos e que cuidamos com carinho desse AMOR .

Nossos pais, percorreram caminhos diferentes, mas cada um a seu modo,foram grandiosos no jornalismo político,como escritor e ao desempenharem o papel de pai.  Se o destino os levaram de nós,em consequência de uma AVC,depois de mais de 70 anos de enveredarem pela estrada sinuosa da história do país, não os levaram de nós e conosco permanecerão, através das boas lembranças.


Posto agora no QRV, o texto de Mauro Beting e em seguida, o que fiz para meu pai Francílio Dourado.
Compartilho, desejando que  muitos outros filhos colham e acolham, as nossas palavras.Quem sabe assim, estaremos semeando o amor, a gratidão e o respeito, nos muitos filhos que nos rastreiam, nutrindo e multiplicando esse bem querer, pelos os que conduziram nossos passos, com tanto desempenho e amor por nós e pelos filhos da Pátria!
Joelmir Beting,  Jornalista, comentarista de economia e política do Grupo Bandeirantes

Babbo, 21/12/1936 – ET/ER/NO

por Mauro Beting em 27.nov.2012 às 11:51h


Nunca falei com meu pai a respeito depois que o Palmeiras foi rebaixado. Sei que ele soube. Ou imaginou. Só sei que no primeiro domingo depois da queda para a Segunda pela segunda vez, seu Joelmir teve um derrame antes de ver a primeira partida depois do rebaixamento. Ele passou pela tomografia logo pela manhã. Em minutos o médico (corintianíssimo) disse que outro gigante não conseguiria se reerguer mais.
No dia do retorno à segundona dos infernos meu pai começou a ir para o céu. As chances de recuperação de uma doença autoimune já não eram boas. Ficaram quase impossíveis com o que sangrou o cérebro privilegiado. Irrigado e arejado como poucos dos muitos que o conhecem e o reconhecem. Amado e querido pelos não poucos que tiveram o privilégio de conhecê-lo.
Meu pai.
O melhor pai que um jornalista pode ser. O melhor jornalista que um filho pode ter como pai.
Preciso dizer algo mais para o melhor Babbo do mundo que virou o melhor Nonno do Universo?
Preciso. Mas não sei. Normalmente ele sabia tudo. Quando não sabia, inventava com a mesma categoria com que falava sobre o que sabia. Todo pai é assim para o filho. Mas um filho de jornalista que também é jornalista fica ainda mais órfão. Nunca vi meu pai como um super-herói. Apenas como um humano super. Só que jamais imaginei que ele pudesse ficar doente e fraco de carne. Nunca admiti que nós pudéssemos perder quem só nos fez ganhar.
Por isso sempre acreditei no meu pai e no time dele. O nosso.
Ele me ensinou tantas coisas que eu não sei. Uma que ficou é que nem todas as palavras precisam ser ditas. Devem ser apenas pensadas. Quem fala o que pensa não pensa no que fala. Quem sente o que fala nem precisa dizer.
Mas hoje eu preciso agradecer pelos meus 46 anos. Pelos 49 de amor da minha mãe. Pelos 75 dele.
Mais que tudo, pelo carinho das pessoas que o conhecem – logo gostam dele. Especialmente pelas pessoas que não o conhecem – e algumas choraram como se fosse um velho amigo.
Uma coisa aprendi com você, Babbo. Antes de ser um grande jornalista é preciso ser uma grande pessoa. Com ele aprendi que não tenho de trabalhar para ser um grande profissional. Preciso tentar ser uma grande pessoa. Como você fez as duas coisas.
Desculpem, mas não vou chorar. Choro por tudo. Por isso choro sempre pela família, Palmeiras, amores, dores, cores, canções.
Mas não vou chorar por algo mais que tudo que existe no meu mundo que são meus pais. Meus pais (que também deveriam se chamar minhas mães) sempre foram presentes. Um regalo divino. Meu pai nunca me faltou mesmo ausente de tanto que trabalhou. Ele nunca me falta por que teve a mulher maravilhosa que é dona Lucila. Segundo seu Joelmir, a segunda maior coisa da vida dele. Que a primeira sempre foi o amor que ele sentiu por ela desde 1960. Quando se conheceram na rádio 9 de julho. Onde fizeram família. Meu irmão e eu. Filhos do rádio.
Filhos de um jornalista econômico pioneiro e respeitado, de um âncora de TV reconhecido e inovador, de um mestre de comunicação brilhante e trabalhador.
Meu pai.
Eu sempre soube que jamais seria no ofício algo nem perto do que ele foi. Por que raros foram tão bons na área dele. Raríssimos foram tão bons pais como ele. Rarésimos foram tão bons maridos. Rarissíssimos foram tão boas pessoas. E não existe outra palavra inventada para falar quão raro e caro palmeirense ele foi.
(Mas sempre é bom lembrar que palmeirenses não se comparam. Não são mais. Não são menos. São Palmeiras. Basta).
Como ele um dia disse no anúncio da nova arena, em 2007, como esteve escrito no vestiário do Palmeiras no Palestra, de 2008 até a reforma: “Explicar a emoção de ser palmeirense, a um palmeirense, é totalmente desnecessário. E a quem não é palmeirense… É simplesmente impossível!”.
A ausência dele não tem nome. Mas a presença dele ilumina de um modo que eu jamais vou saber descrever. Como jamais saberei escrever o que ele é. Como todo pai de toda pessoa. Mais ainda quando é um pai que sabia em 40 segundos descrever o que era o Brasil. E quase sempre conseguia. Não vou ficar mais 40 frases tentando descrever o que pude sentir por 46 anos.
Explicar quem é Joelmir Beting é desnecessário. Explicar o que é meu pai não estar mais neste mundo é impossível.
Nonno, obrigado por amar a Nonna. Nonna, obrigado por amar o Nonno.
Os filhos desse amor jamais serão órfãos.
Como oficialmente eu soube agora, 1h15 desta quinta-feira, 29 de novembro. 32 anos e uma semana depois da morte de meu Nonno, pai da minha guerreira Lucila.
Joelmir José Beting foi encontrar o Pai da Bola Waldemar Fiume nesta quinta-feira, 0h55.

Francílio Dourado, durante o lançamento do livro "História do Brasil República e Ceará Estado" na Câmara Municipal de Fortaleza

Dourado, cor que reveste a ausência


por Lila Dourado em 01.nov.2010 às 12:16h

Só os pais, nos acolhem com amor incondicional,ao longo da nossas vidas,aguentam  nossas chatices, inquietações,  alegrias,tristezas, enfrentam conosco nossos medos, cuidam dos nossos ferimentos, para que estes não deixem cicatrizes, nem no físico, nem na alma .
Pai e Mãe, o que seria de nós, sem eles ? na verdade,nem existiríamos.

Acordei com saudades, do velho Dourado. Lembrei-me, de quando Lula foi eleito presidente e enquanto comemoravamos e cantavamos "Lula lá uma estrela brilha..."abraçando  meus irmãos Dourado e Marcílio, comemoravamos e choravamos, lembrando do nosso pai, que não estava ali pra testemunhar a vitória de um grande líder sindical.


A vitória da Dilma, foi uma grande conquista para a Mulher.Mas foi diferente, num outro contexto,com alianças que  deixaria meu pai indignado.Conhecia-o bem,seu jeito inquieto e verdadeiro de ser.Sempre que vejo o Plínio Arruda Sampaio do PSOL na TV, lembro-me do inquieto político do PDT Francílio Dourado,seu jeito anárquico ,brincalhão e opositor por convicção.

Após a vitória da Dilma, lembrei-me muito dele.A figura política do velho Dourado, reflete a somatória da postura do Plínio com a Marina.Lembro-me, que o mesmo afastou-se do PDT, partido do qual foi um dos fundadores no Ceará, quando Lúcio Alcântara filiou-se, dizendo" não posso continuar num partido, que aceita filiações de quem colaborou com o governos arenistas e ocupou cargos públicos durante a ditadura".

Lembro-me ainda,da forma alegre como presenteava os filhos,  ao chegar de suas viagens como jornalista político. Guardo com carinho, a primeira boneca, a vitrola, as agendas(que me serviam como diários), os livros e a máquina de escrever.Guardo ainda ,o seu primeiro panfleto de candidato a vereador,ao lado de outra mulher também inquieta, na luta por justiça social, a Rosa Fonseca.

Abrindo minha caixa de fotografias, como me  orgulho, vê-lo em passeatas, contra a ditadura militar, noutras ao lado de Brizola, Moema Santiago,Tereza Zerbini e seus fiéis amigos da política,Heitor Férrer e Araújo de Castro( que nos deixou a pouco tempo,pra continuar ao lado do amigo,lutando por um mundo melhor, lá de cima).
Sinto falta dos seus discursos inflamados, diante das alianças políticas que se orquestravam em prol das eleições e da alternância do poder.

Lembro-me bem, do jeito emocionado e cheio de orgulho, ao falar dos filhos. Brigar...ele brigou com todos, da mesma forma  e com a mesma intensidade que estendeu a mão e abriu os braços quando necessário.Atitude comum,não somente em relação aos filhos, mas extensiva a todos com os quais convivia,com os quais tinha afeto.

Francílio Dourado, rompia os padrões convencionais, tanto na convivência social como política. Seu jeito expontâneo e verdadeiro de ser, incomodava alguns, mas agradava a grande maioria dos que o conheciam.Foi um guerreiro na luta contra a ditadura e  contra o coronelismo no Ceará.


Quando criança, via meu pai como uma espécie de herói,cresci vendo suas inquietações e sabendo que quando ele ausentava-se de casa, era por estar percorrendo todo o estado do Ceará, fundando núcleos políticos, como fez com o MDB (partido que durante o regime militar,congregava as forças oposicionistas contra a Arena,partido da situação).


Francílio Dourado...quanto orgulho eu tinha e tenho ao chamá-lo de pai. Era de fato, um bom cidadão, um bom jornalista,um homem que advogava sempre em favor dos outros e que percorria os mais diversos caminhos à favor da educação.Nossa casa, serviu de abrigo para parentes,amigos... tinha sempre visitas, pessoas de baixa renda, que vinham em busca de ajuda para colocar seus filhos nas escolas e em cursinhos pré-vestibulares.Acredito, que minha grande paixão pela Chapada do Araripe,não deve-se somente a questão da beleza geográfica, arqueológica e a cultura do povo.Mas, principalmente pelo que meu pai plantou por lá, dos rastros que ele deixou.

Quando escuto  pessoas, que o conheceram falando dele de forma elogiosa, fico emocionada. Como ocorreu, quando o jornalista e ex-secretário de cultura, Auto Filho, me falou:
 " Seu pai ajudou muita gente, da forma mais expontânea e verdadeira.Muitos dos quais,ele nem percebia o quanto estava ajudando, por achar sua ação um ato natural .Sou muito grato ao Dourado, pela forma despretenciosa e consciente, com a qual ele me ajudou durante a ditadura".

Adísia Sá,outra profissional amiga e companheira do jornalismo,que aprendi a admirar através do meu pai, me deixou com a voz embargada, após um debate na Universidade ao afirmar:
" Minha filha, seu pai possuia características que são essenciais no jornalismo, a inquietude, o compromisso e a coragem , ele não só buscava a notícia, ele participava, se envolvia  sem se render.Por isso,não chegou ao poder,pois não mudava seu ponto de vista,não se vendia por nada,não se rendia nem mesmo ao partido  ao qual era filiado " .

Papai ,conquistou muitos amigos e não deixou inimigos.Cercou-se de pessoas que ainda hoje, nos abraça com a emoção e o carinho de quem abraça os filhos de um "Zoadento Guerreiro".
Também não deixou herança material,mas deixou para nós a certeza, de que o amor verdadeiro é incondicional e que é este amor, que deve alimentar as relações entre pais e filhos.

Saudades...saudades deste guerreiro que se foi e nos deixou com muitas histórias pra contar !

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

CURSO de EXTENSÃO EM MODA


Moda Mercado, História e Mídias 


Objetivo Geral

Ampliar o conceito de moda na perspectiva  Histórica e comportamental da sociedade. Debater com os participantes a história da Indústria da Moda e do luxo, o papel das novas tecnologias na cobertura de moda e a utilização das mídias sociais, como ferramenta  para divulgação da marca.Objetivos


Objetivos Específicos

Analisar o papel da moda na história da humanidade;

Analisar a vestimenta e a linguagem das roupas através da História;

Redimensionar a relação entre os diversos agentes do mundo da moda;

Refletir sobre a importância da empresa nas mídias sociais.


Público Alvo

Lojistas,Profissionais de Moda das áreas de Jornalismo, Estilismo,Marketing, Publicidade, Relações Públicas, de Criação e Pesquisa, Blogueiros , interessados em Social Media Marketing e Comunicação nas Mídias Sociais.  Professores e Estudantes de Moda, Artes,História e Design de Moda e interessados em geral pela Análise da Relação entre a Moda e a Sociedade, seja para  hobby ou para profissionalização.


Conhecimentos necessários para participação no curso:

Conclusão do ensino médio


Calendário

Período de inscrições: Até 4 de janeiro de 2013 ou enquanto houver vagas

Período do curso: de 14 a 18 de janeiro de 2013.


Horário da Turma da Manhã
08h às 12(2ª a 6ª)

INSCRIÇÕES: Clique AQUI e siga as instruções indicadas;
Confirmação de inscrição: Clique AQUI

Horário da Turma da Noite
17h às 21h(2ª a 6ª)
INSCRIÇÕES: Clique AQUI e siga as instruções indicadas;
Confirmação de inscrição: Clique AQUI
Carga Horária : 30h


Obs: 6h serão ministradas em ambiente externo.


Conteúdo Programático

Análise da História do Vestuário nos respectivos períodos históricos

A Moda e o Período de Guerra

A Moda e o período Revolucionário

A Calça Comprida, a Minissaia e o Jeans

O Vestuário Feminino e Masculino

Os Criadores e a Indústria da Moda

As Grandes Tendências e as Inovações

Moda "De Rua" e Antimoda

O Vestuário e os Acessórios

A linguagem codificada do Luxo

A concepção de moda para o logista, o consumidor e  vendedor

Desvendando o Mundo da Moda através das Internet

As Mídias Sociais como ferramenta de divulgação da Marca


Corpo Docente

Lila Dourado 

Especialista em Assessoria da Comunicação.Historiadora , Pesquisadora e Consultora de Moda .Ministra Palestras e Workshops sobre História da Moda, Estilo,Tendências,Consultoria de Moda, Etiqueta e Comportamento. Pós -graduada em Políticas Públicas representou o país em várias Conferências Internacionais, como na China, Cuba, Argentina e Estados Unidos.Professora  Universitária na área de História da Arte, História da Moda e História das Civilizações. Diretora Executiva da LD Projetos, Consultoria e Mídias Sociais e Publisher do blog Que Roupa Vestirei.


Vagas

24 (vinte e quatro) Vagas


Forma de Pagamento

R$ 321,55 (trezentos e vinte e um reais e cinquenta e cinco centavos).


À VISTA, pode ser pago em qualquer agência bancária, casa lotérica ou farmácia.


PARCELADO, em até 6 vezes, nos cartões VISA ou MASTERCARD; imprima o boleto e apresente-o na Tesouraria da UNIFOR, para efetuar o parcelamento.


Certificado

Será conferido Certificado de Participação ao aluno que obtiver frequência igual ou superior a 85% da carga horária.


Mais Informações
UNIFOR (Universidade de Fortaleza ) 
Divisão de Pós-Graduação Lato Sensu e Educação Continuada
Av. Washington Soares, 1321 
Bairro Edson Queiroz 
Fortaleza – Ceará 
Fone: (85) 3477.3114 / 3178 / 3174
site: 
www.unifor.br

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Curso Moda: Mercado, História e Novas Mídias




Inscrições abertas para o curso Moda: Mercado, História e Novas Mídias

09 a 13 deJulho
Inscrições até 04 deJulho

Objetivos:
Geral
Ampliar o conceito de moda na perspectiva histórica e comportamental da sociedade. Debater com os participantes a história da Indústria da Moda e do luxo, o papel das novas tecnologias na cobertura de moda e como utilizar as mídias sociais como ferramenta de trabalho para divulgação de marca
Específicos
Analisar o papel da moda na história da humanidade; Analisar a vestimenta e a linguagem das roupas através da História. Observar a identidade das roupas; Redimensionar a relação entre os diversos agentes do mundo da moda. Ensinar como manter a presença digital da sua empresa nas mídias sociais
Público Alvo
Profissionais de Moda das áreas de Jornalismo, Marketing, Publicidade, Relações Públicas, de Criação e Pesquisa, Blogueiros, interessados em Social Media Marketing e Comunicação nas mídias sociais.  Professores e Estudantes de Moda, Artes, História e Design de Moda; Lojistas e interessados em geral pela análise da relação entre a moda e a sociedade sejam para hobby ou para profissionalização.


Conhecimentos necessários para participação no curso:
Ter concluído o ensino médio


Calendário
Período de inscrições: Até 04 de julho de 2012.
Período do curso: de 09 a 13 de julho de 2012.

INSCRIÇÕES:
 Clique AQUI e siga as instruções indicadas;

Confirmação de inscrição: Clique AQUI
Horário
08h às 12h50 (2ª a 6ª)
Carga Horária
24h
Conteúdo Programático
Análise da História do Vestuário nos respectivos períodos históricos
A Moda e o Período de Guerra
A Moda e o período Revolucionário
A Calça Comprida, a Minissaia e o Jeans
O Vestuário Feminino e Masculino
Os Criadores e a Indústria da Moda
As Grandes Tendências e as Inovações
Moda "De Rua" e Antimoda
O Vestuário e os Acessórios
A linguagem codificada do Luxo
A concepção de moda para o logista, o consumidor e vendedor
Desvendando o Mundo da Moda através das Internet
As Mídias Sociais como ferramenta de divulgação da Marca
Vagas
30 (trinta) – Vagas limitadas
Forma de Pagamento
R$ 185,00 (cento e oitenta e cinco reais).
À VISTA, pode ser pago em qualquer agência bancária, casa lotérica ou farmácia.
PARCELADO, em até 6 vezes, nos cartões VISA ou MASTERCARD; imprima o boleto e
apresente-o na Tesouraria da UNIFOR, para efetuar o parcelamento.
Certificado
Será conferido Certificado de Participação ao aluno que obtiver frequência igual ou superior a 85% da carga horária.


Mais informações:
Moda: Mercado, História e Novas Mídias – Turma 03 

Fone: (85) 3477.3114 / 3178 / 3174

e no Blog Que Roupa Vestirei
http://www.queroupavestirei.blogspot.com.br/2012/06/curso-moda-mercado-historia-e-novas.html




segunda-feira, 14 de maio de 2012

A Liberdade de Imprensa com Vestes de Amarrações

“Aquilo que guia e arrasta o mundo não são as máquinas, mas as idéias.”  
Victor Hugo

O que move o mundo são as idéias, não resta dúvida.
Neste turbilhão de idéias e olhando as revistas: Veja e Carta Capital, observamos nitidamente, duas formas de análise, de concepção de idéias, de construção de textos e analogia política, sob a ótica e olhar do jornalismo.
A imprensa é livre...assim, "deveriam" ser os profissionais que a compõem.
Mas...o que observamos é que "alguns" condutores da máquina da imprensa,conduzem a mesma como um trem, onde os passageiros terão que apresentar um bilhete com carimbo partidário, se submeterem a lavagem cerebral,absorverem as mesmas concepções políticas e culturais,para entrarem no trem e terem seu passaporte de cidadão liberado,para entrar na História!

Há muito tempo atrás... Albert Einstein disse: “A mente que se abre a uma nova ideia, jamais voltará ao seu tamanho original.”
Então...nada melhor que um país livre...com mentes livres e abertas para novas idéias,para que os cidadãos cresçam nas idéias e na construção deum mundo melhor para todos !

E vocês o que acham?!

Neste espaço vocês são livres...poderão expressar o que pensam, não somente sobre a "liberdade de imprensa", mas sobre a forma como os meios de comunicação expõem as idéias e principalmente refletir sobre o objetivo e finalidade.
Soltem a fala...expressem-se nas palavras!!!

sábado, 28 de abril de 2012

Curso de Moda: Mercado, História e Novas Mídias


Atendendo a pedidos,  a  UNIFOR -Universidade de Fortaleza, esta abrindo inscrições para novas turmas do Curso de Moda: Mercado, História e Novas Mídias


 

Período do Curso: de 11 a 15 de junho
Turnos:
Manhã: 08h às 12:50 (2a a 6a)
             Noite: 17h às 21h 50( 2a a 6a)
VAGAS LIMITADAS
Período de inscrições: Até 04 de junho de 2012 ou enquanto houver vagas.
INSCRIÇÕES: Clique AQUI e siga as instruções indicadas;
Confirmação de inscrição: Clique AQUI

Forma de Pagamento
R$ 185,00 (cento e oitenta e cinco reais).
À VISTA, pode ser pago em qualquer agência bancária, casa lotérica ou farmácia.
PARCELADO, em até 6 vezes, nos cartões VISA ou MASTERCARD; imprima o boleto e
apresente-o na Tesouraria da UNIFOR, para efetuar o parcelamento.

Certificado
Será conferido Certificado de Participação ao aluno que obtiver frequência igual ou superior a 85% da carga horária.

Informações
Universidade de Fortaleza
Vice-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação
Divisão de Pós-Graduação Lato Sensu e Educação Continuada
Av. Washington Soares, 1321
Bairro Edson Queiroz
CEP – 60.811-905
Fortaleza – Ceará
Fone: (85) 3477.3114 / 3178 / 3174
Fax: (85)3477.3215
Homepage: http://www.unifor.br/educacaocontinuada

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Rita Lee é Detida por Despir as Palavras Sem Mêdo, Respeito ou Pudor

Durante o Festival de Verão Sergipe 2012, sábado,28 a cantora Rita Lee,67, alterou-se com ação policial,durante o show, que seria o último de sua carreira.Além de criticá-los durante a apresentação,convidou-os para fumar um "baseadinho".
Ao vê-los na frente do palco, formando uma parede humana , a cantora não se conteve. Afirmou já ter vivido situações semelhantes durante o período da ditadura militar,disse não ter medo deles e chamou os PMs de "cavalo", "cachorro" e "filho da puta".O tenente-coronel Adolfo Menezes, responsável pelo policiamento do show disse que usou a sensatez,que aguardou o término do show para detê-la,por "desacato e apologia ao crime ou ao criminoso , conforme o art. 287 do Código Penal".
O governador de Sergipe Marcelo Déda (PT), criticou a atitude de Rita Lee e  disse ter testemunhado "um espetáculo deprimente" , referindo-se ao discurso da cantora , afirmou ter assistido ao show e que   "A polícia não tinha feito nenhum tipo de ação que justificasse a atitude da cantora".O governador acrescentou: "Rita Lee poderia ter provocado uma confusão generalizada, quando tentou colocar o público ,estimado em 20 mil pessoas ,contra os policiais".  Enquanto era escoltada pelos policiais e a caminho da delegacia, Rita Lee também afirmou no Twitter que havia sido detida pela polícia devido ao que disse no palco: “Polícia dando trabalho p/ mim, quer me prender, embasamento legal ñ há, ñ retiro uma palavra do q disse, o show era meu!”. Logo depois, avisou no microblog que estava à caminho da delegacia para prestar depoimento: “Tô indo p/ a delegacia...a polícia d Aju ñ gosta d mim mas Sergipe gosta”. A roqueira, foi liberada após prestar depoimento e assinar um boletim de ocorrência numa delegacia de Aracaju (SE).Duas horas depois, ainda na madrugada de domingo, avisou aos seus mais de 350 mil seguidores que havia sido liberada e postou mais uma mensagem sobre o assunto: “Solta graças à vereadora Heloísa Helena q estava na plateia e prestou idêntica versāo”.
A ex-senadora Heloisa Helena (PSOL)e hoje vereadora de Maceió, que também assistiu ao show, foi solidária a cantora e chegou a delegacia antes mesmo de Rita chegar, para testemunhar a seu favor e assinar o B.O. Rita Lee desabafa
" Fui solta pela vereadora de Maceió Heloisa Helena, que chegou antes de mim à delegacia para testemunhar".
Heloisa Helena, disse "fui testemunha em defesa da Rita Lee como faria diante de qualquer injustiça"
Segundo ela  "o tumulto aconteceu por causa das grosserias de policiais a Rita Lee, que em respeito recíproco aos fãs os defendeu da ação dos policiais".
- "Eu estava bem na grade", disse a alagoana Heloisa Helena que foi a 
Aracaju especialmente assistir o show da rainha do Rock que estava encerrando sua carreira. no festival de Verão de Aracaju. Segundo a vereadora , tudo tava tranquilo. Nem empurrões de outros fã eu levei,porque todos os respeitam muito a Rita Lee.
 Veja a íntegra do discurso  de Rita Lee :
 "Eu tenho direito de falar, esse show é meu, esse   show é minha despedida do palco. Não tem que agredir, seus cachorros, coitado dos cachorros, cafajestes. Vocês estão fazendo de propósito. Eu sou do tempo da ditadura. Vocês pensam que eu tenho medo, porra? Eu sou mulher, tive três filhos, tenho marido. 67 anos. O que vocês vão fazer? É isso que vocês querem? Chamar atenção? É horrível, eu tenho paranoia desse tipo de coisa. Por quê? Eu queria saber. Cadê por escrito que vocês têm que fazer isso? Cavalaria aqui não. Não vou esperar, esse show é meu. As pessoas estão esperando eu cantar, não vocês. Seus filhos da puta, agora vem me prender. Por causa de um baseadinho, é isso? Cadê o baseadinho para eu fumar aqui agora?"
 
Confira o mesmo  no vídeo abaixo:

Muitos Twitters foram enviados a cantora e em especial a  Heloisa Helena pela solidariedade, veja alguns deles:

Mauricio Quintella deputado federal(PR) ,saiu em defesa da vereadora de Maceió, afirmando, " se tenho uma coisa em que confio é na capacidade de julgamento de Heloisa Helena."

o cantor Lobão também se manifestou: "Mas era soh o que faltava...prender a Ritinha eh de última!". 


O deputado federal Chico Alencar Psol-(RJ),disse, no twitter enviado a vereadora Heloisa Helena:>#RitaLee encanta a plateia,faz crítica a alguns PMs e... é obrigada a depor na Delegacia, na marra! @_Heloisa_Helena acompanhou, solidária.
  
Pedro Oliveira escritor e jornalista  disse: Heloisa Helenae Rita Lee. Duas guerreiras e um bando de "samangos" sergipanos. Estou com elas!"
 afirmou ainda," entre a Policia de Sergipe e @_Heloisa_Helena claro que acredito na vereadora indignada com truculência ."


O marido da cantora e músico Roberto Carvalho,enviou um torpedo para Heloisa Helena: "meus agradecimentos e minha admiração".

Beto Lee, filho de Rita, protestou no Twitter: "A policia de Aracaju levou minha velha para a delegacia. Bando de frouxo".


domingo, 29 de janeiro de 2012

Vestes Mais Resistentes Contra o Racismo


A Economist discute a alternativa das cotas para a desigualdade entre brancos e negros no Brasil
A revista britânica The Economist defende a introdução de leis mais duras no Brasil para combater o racismo.
Em uma reportagem sobre o racismo e a situação dos negros no país, a revista diz que "a questão que o Brasil enfrenta hoje é se o melhor jeito de retificar o legado escravocrata é dar direitos extras aos negros e mulatos".
Segundo a Economist, essa opção, defendida pelo governo e por ativistas, é válida, mas traz riscos, como a promoção das políticas de divisão racial.
"Uma combinação de leis mais duras contra o racismo e cotas para a educação superior para compensar o fraco sistema público educacional pode ser uma melhor opção", afirma a revista.


Raízes   

A abrangência da escravidão no Brasil e como o país parece insistir em esquecer sua história são citados como raízes do racismo no país.
"A perversidade da escravidão, o atraso na abolição e o fato de nada ter sido feito para transformar ex-escravos em cidadãos... tudo isso tem um impacto profundo na sociedade brasileira", afirma o texto.
A revista cita números do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) que comprovam essa desigualdade, como o fato de mais de metade dos moradores de favelas cariocas serem negros, enquanto em bairros mais ricos, esse percentual não passa de 7%.
A questão da classe no Brasil também é tratada pela Economist, que afirma que os brasileiros argumentam há muito tempo que os negros são pobres somente porque estão na base da pirâmide social - em outras palavras, que a sociedade no país é estratificada por classe e não por raça.

Cotas


A revista entra na polêmica das cotas para negros, apresentando os dois principais argumentos sobre o tema.
De um lado, ativistas ouvidos pela publicação dizem que o legado da escravidão, que se traduz em injustiça e desigualdade, só pode ser revertido com políticas de ações afirmativas, nos moldes do que acontece nos Estados Unidos.
Além da manutenção do sistema de cotas em universidades, segundo a Economist, discute-se a introdução de políticas de contratação levando em conta a diversidade racial.
Já opositores a esse tipo de medidas afirmam que a história das relações raciais no país é muito diferente da americana e que esse tipo de política apenas criaria novos problemas raciais.
"Importar o estilo americano de ações afirmativas cria o risco de forçar os brasileiros a se colocarem em categorias estritamente raciais, em vez de em alguma categoria diferente", diz a publicação, citando o antropólogo britânico naturalizado brasileiro Peter Fry. 

Fontes: A revista britânica The Economist

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Kenzaburo Oe em 14 Contos Com Vestes Históricas e Transparentes


Para quem não conhece o escritor japonês,Kenzaburo Oe Prêmio Nobel de Literatura,recomendo 14 contos de Kenzaburo Oe ,esta é a melhor forma de apresentação .
O livro além de reunir textos costurados pela historicidade de  uma época,escritos entre 1957 a 1990, nos mostra a  visão realista do autor sobre as questões sociais e políticas do Japão e do mundo,redesenhadas através da ficção.
Ler Kenzaburo Oe é entender a palavra, como instrumento libertador da dignidade humana. É compreender as amarrações  ideológicas, de embate político entre socialistas e ultranacionalistas.Talvez por isso, o livro é "navalha na carne" para alguns da " esquerda" e de "direita". No conto Seventeen,Kenzaburo Oe  usa a ficção para nos fazer refletir sobre os perigosos efeitos do fanatismo e a origem do totalitarismo.Nele, o presidente do Partido Socialista japonês é assassinado nos anos 1960, por um adolescente confuso ,malformado,simpatizante da esquerda e que torna-se de extrema direita. Na época, o conto tornou-se alvo de criticas por ambos os extremos do espectro político.
Aghwii, o monstro celeste, é um murro no estômago, e o inaceitável ganha formas, através da morte de um filho deficiente, pelo próprio pai .Já em Viver em paz e A dor de uma história,o humanismo é visto através dos cuidados com o filho mais velho, portador de uma deficiência mental.
Neste livro, podemos perceber o quanto a dignidade humana é inegociável para Kenzaburo Oe . Através dos personagens que habitam um universo tipicamente japonês, podemos ultrapassar o limiar da geo-política e percorrer outros caminhos.



Kenzaburo Oe nasceu em 1935 na ilha de Shikoku. Ele viveu a Segunda Guerra Mundial ,experimentou a educação militarista e o absolutismo monárquico do Japão. Abraçando em seguida,a democracia do pós-Segunda Guerra Mundial. Oe deixou sua aldeia e partiu para Tóquio com a idade de 18 anos. Matriculou-se no Departamento de Literatura Francesa na Universidade de Tóquio. Ele foi fortemente influenciado pelos valores humanistas de seu professor, Kazuo Watanabe.Kenzaburo Oe começou a escrever em 1957, enquanto ainda era estudante. Em 1960 casou-se com Juzo Itami . Mas,tornou-se diferente com o nascimento de seu primeiro filho, Hikari.Seu filho tinha uma deformidade cerebral e foi através da experiência vivida com ele, que Oe escreveu Viver em Paz e A Dor de Uma História, em 1964.Ele foi agraciado com o Prêmio Nobel de literatura em 1994.