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sexta-feira, 8 de março de 2013

8 de Março - Dia Internacional da Mulher

Mulheres Tecelãs de Uma Nova Vida

Mulher Pescadora - Daniel Carranza

Mulher...Segue desafiando o tempodesatando os nós da Históriatece com novas fibras teus sonhos e ilusõesbuscando a igualdade de gênero e condições "Lila Dourado


No dia 08 de Março, celebramos muitas conquistas 
Mas é lastimável saber que a cada cinco minutos, uma mulher é espancada no Brasil
Não há como comemorar fatos como estes, muito menos o episódio que correu em 1857, que originou a oficialização desta data. Quando os patrões e a polícia americana, reprimiram violentamente as operárias, por cruzarem os braços e paralisarem  os trabalhos pelo direito a uma jornada de 10 horas, na primeira greve conduzida por mulheres. Em resposta, os opressores trancaram as portas e atearam fogo.Asfixiadas dentro de uma fábrica em chamas, as tecelãs morreram carbonizadas. Mas, os algozes não conseguiram exterminar o efeito dessa ação.
Por isso, faz-se necessário homenagear todas as mulheres do mundo. Sejam elas mães, avós, filhas, irmãs, tias ou netas.  Mulheres que lutam pela igualdade de direitos, seguem como portadoras dessa Tocha de Luz deixadas pelas tecelãs.
Almas iluminadas, que com ações humanitárias desmobilizam o freio imposto pelo autoritarismo e machismo

Ninguém pode aprisionar nossos sonhos e ações
Precisamos seguir  movidas pela esperança e em  REDE,
Unificadas pela amizade e fidelidade aos princípios  que nos unifica. Não podemos usar uma fenda nos olhos e afirmar que conquistamos nossos direitos e que não há em 2013, mais diferenças entre homens e mulheres. A história evoluiu e avançamos muito nas garantias constitucionais. Mas, precisamos garantir a aplicabilidade da Lei Maria da Penha e de todas as que encriminam os praticantes da desigualdade de gênero. Com o índice de violência contra Mulher registrado em 2013, temos que reconhecer que ainda há muito para se fazer.
Devemos lutar pelo combate a todos os tipos de violência e discriminação. Assim como, pela defesa das nossas reservas minerais, das nossas matas,dos nossos bichos,dos nossos rios e das minorias. Pelos nossos filhos, em benefício da nossa vida e das famílias em situação de violência.
Precisamos respirar ares despoluídos, da falta de
ética e de oportunismo que tem contaminado de forma alarmante muitas mentes.
Só assim, poderemos caminhar de mãos dadas, sobre um terreno seguro e com o meio ambiente saudável.Onde não haja diferença de gênero e o maior bem, seja o direito de SER FELIZ .
Hoje, 08 de Março-Dia Internacional da Mulher, convido amigas e amigos, para juntos entrarmos nessa REDE, onde as filhas e filhos da nossa pátria, possam se sentir seguros e na condição de iguais. Onde possamos ficar distanciados da bandidagem que ameaça as nossas ruas, nossos lares e as nossas casas legislativas.
Vamos juntos tecer a Nossa Rede, com os fios da boa essência que há em nós!

Nossa REDE tem que ter SUSTENTABILIDADE para abrigar todas nós mulheres...Leilas, Marinas, Heloísas,Elkes,Marias da Penha, Lilas, Gabrielas, Claras...todas as mulheres, todas tecelãs dessa Nova História. 
As Mulheres e os Homens só poderão ser integralmente felizes, quando puderem ser igualmente amigos.


" É preciso que as diferenças não diminuam a amizade 
e que a amizade não diminua as diferenças"








domingo, 1 de julho de 2012

Vestes da Delicadeza


Pela construção de um "tempo de mais delicadeza", respeito ao Ser Humano e Valorização das IDÉIAS!




A  História nos mostra, que mesmo com a passagem dos séculos e a evolução das civilizações, a Lei de Talião:"Olho por olho, dente por dente",sobrevive.
O imperador Hamurabi,  instituiu a Lei na Antiguidade, em um período onde as guerras eram constantes,por considerá-la justa.Neste período, a vingança era uma espécie de obrigação,de dever sagrado. Vale lembrar, que neste período os mais humildes eram sempre,os mais sacrificados,e os estrangeiros ao serem derrotados, eram escravizados e/ou mortos o que gerava a revolta de muitos.
Se o conflito iniciou com a cobiça pelas terras e pelo poder, com a passagem do tempo não mudou muito, o dinheiro e o poder, continuam sendo os elementos determinantes da segregação e distinção entre os povos. 
A construção de um tempo bom e novo, depende do respeito pelo outro e pela diferença de idéias. Ninguém pode se considerar  um poço de sabedoria e muito menos, mais importante por ter acumulado fortuna e ter um grande patrimônio. Nem todos possuem as mesmas oportunidades e nem todos ,se predispõem a ganhar de forma ilícita ,às custas do suor e lágrimas de muitos. A força da ganância e do poder, não retira o indivíduo da grande teia do medo, na qual se enrosca. Pelo contrário, por acreditar que com dinheiro tudo pode e tudo compra,seguem como "bobos da côrte", se enredando pelos solitários caminhos dos entediados e infelizes.
Ninguém pode ser feliz desejando o mal, praticando a violência(física ou moral) e agredindo o outro, com palavras ferinas, oriundas da areia movediça que umedece a mente e o espírito do possuidor, seja por inveja,insegurança,desequilíbrio emocional ou incapacidade de resolver seus próprios problemas.
A VIDA é um BEM e precisa ser preservada, com CONHECIMENTO, TRABALHO,RESPEITO...na DELICADEZA!

sexta-feira, 30 de março de 2012

Vestes do Desencanto

 
Me jogaram violentamente nas ruas
Arrancaram brutalmente minhas vestes
Espancaram meu corpo
Estupraram minha inocência 
Pisotearam minha alma
Me usaram como instrumento de prazer
Interromperam minha infância
Levaram a boneca e o ursinho de pelúcia
Que eu sonhava ter um dia
Deixaram-me no chão, como esterco fedido
Meu coração sangra de tanta dor
Por favor !
Não mutilem meus direitos
Não arranquem de mim a fé
Não condenem meninas porque nasceram mulheres
Não esterelizem o que ainda me resta
O desejo da proteção da Lei.
Lila Dourado

Congressistas, Procuradores e Ministra de Direitos Humanos criticam e repudiam a decisão do STJ de inocentar o homem acusado de estuprar três meninas de 12 anos

Foi aprovada nesta sexta-feira(30),pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga a Violência Contra a Mulher  uma nota de repúdio à decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que absolveu um homem da acusação de estupro de vulneráveis. A comissão também decidiu pedir ao STJ, no documento, a revisão imediata da decisão.
Assim como a CPMI , Instituições ligadas aos Direitos Humanos, Deputados e Senadores, membros da Sociedade Civil se mobiliza  e desaprova a decisão do STJ ao absolver um homem acusado de estuprar três meninas de 12 anos.
Para a ministra Maria de Assis Moura, relatora do caso no STJ, o crime de estupro foi negado sobre a alegativa
de que as meninas  já tinham atividades sexuais
pelo fato de  já serem prostitutas .
Maria do Rosário, ministra da Secretaria de Direitos Humanos, afirmou "estamos revoltados", disse ainda
"Essa decisão (do STJ) constitui um caminho de impunidade."
criticou duramente ontem a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que liberou um réu acusado de estuprar meninas de 12 anos. Afirmou que vai entrar em contato com o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, e com o advogado-geral da União, Luiz Inácio Adams, para recorrer.  A ministra lembrou que a legislação foi alterada, em 2009, só para tornar mais claros os direitos das crianças.
Ao que parece, a pressão começa surtir efeito.O presidente do STJ (Superior Tribunal de Justiça) Ari Pargendler afirmou " a decisão do tribunal de absolver um homem acusado de estuprar três crianças de 12 anos ainda pode ser modificada"
O Judiciário  brasileiro não pode tolerar esse tipo de prática de julgamento. O mundo dessas meninas, já não possue o encantamento que a infância comum lhe permitiria.

Não podemos compactuar com práticas condenatórias, onde a vítima torna-se o algoz de si mesma, enquanto o pedófilo, estuprador e criminoso, segue inocentado e livre para cometer outros crimes, tão brutais quanto este.
 A próxima vítima, poderá ser a filha de qualquer um de nós. Pois, o estuprador não é seletivo para poupar vítimas, e sim, no alvo das intenções com a caça. Livres, seguirão como monstros-caçadores sem sentimentos ou escrúplos humanitários, violentando, torturando e vitimando cada vez nossas crianças, sob as Vestes da Lei .


 João Alfredo Telles Melo : Advogado, vereador(PSOL) e coordenador da Frente Parlamentar Ambientalista na Câmara Municipal de Fortaleza e professor  universitário.
Discordo dos entendimentos de que se houve julgamento não há impunidade e de que decisão judicial é inatacável. Não! O Direito se faz também na interpretação e os tribunais são passíveis de crítica, como qualquer outro poder do país.Nesse caso concreto, a interpretação do STJ leva, sim, à impunidade. Por isso, tem que ser repudiada e, mais do que isso, temos que lutar para revertê-la, pois pode abrir um péssimo precedente que pode levar a mais violência contra adolescentes.Repúdio à decisão do STJ e todo o apoio aos que denunciam essa absurda decisão.

 João Alfredo: Advogado, vereador(PSOL) e coordenador da Frente Parlamentar Ambientalista na Câmara Municipal de Fortaleza e professor  universitário.